Divisão na América Latina: Apoios e Rejeições ao Ataque dos EUA ao Irã!

Na sequência dos recentes ataques dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã, os governos da América Latina reagiram de maneiras distintas, expressando apoio, condenação ou preocupação.

O presidente argentino Javier Milei e o governo paraguaio de Santiago Peña foram dos que mostraram apoio aos EUA. Em contraste, líderes como Gabriel Boric, do Chile; Gustavo Petro, da Colômbia; Luis Arce, da Bolívia; e Nicolás Maduro, da Venezuela, condenaram os bombardeios.

A mexicana Claudia Sheinbaum optou por um tom neutro, citando uma declaração do papa Francisco sobre a guerra.

### Principais Reações na Região

#### Argentina
No dia seguinte aos ataques, Milei repostou mensagens de apoio a Trump, destacando a posição da Argentina ao lado da “história correta”. Também compartilhou comentários que ligavam seu governo a uma oposição àquelas que considera as raízes do terrorismo que afetou o país nos anos 1990, associando os ataques no passado a lideranças iranianas.

#### Paraguai
A Chancelaria paraguaia reiterou apoio a Israel e seu direito de se defender, sem mencionar diretamente os ataques dos EUA. Defendeu a diplomacia e o uso do direito internacional para resolver tensões no Oriente Médio.

#### Colômbia
Gustavo Petro levantou questões sobre a legalidade dos ataques, questionando a falta de autorização do Conselho de Segurança da ONU. O governo colombiano expressou preocupação com o aumento das tensões e pediu negociações urgentes para resolver a crise. O comunicado enfatizou que o uso unilateral da força é contrário aos princípios da ONU.

#### Uruguai
O governo uruguaio, sob a liderança de Yamandú Orsi, expressou profunda preocupação com a escalada da violência no Oriente Médio. Reiterou que o uso da força deve ser rigorosamente regulamentado pelo Direito Internacional e pediu contenção e fim imediato das hostilidades.

#### Chile
Gabriel Boric foi direto ao afirmar que os ataques a instalações nucleares são proibidos pelo direito internacional. O governo chileno condenou as ações dos EUA, ressaltando a necessidade de respeito às normas internacionais para garantir a paz.

#### México
Claudia Sheinbaum escolheu uma abordagem pacifista, destacando uma citação do papa Francisco sobre a guerra e a paz. Ela sublinhou que o México defenderá sempre a diplomacia e a paz, com base nos princípios constitucionais de não intervenção e autodeterminação.

#### Venezuela
Nicolás Maduro condenou de forma contundente o ataque dos EUA, chamando-o de “ação criminosa” que desrespeita o direito internacional. Expressou solidariedade ao povo iraniano e pediu o fim das hostilidades.

#### Bolívia
Luis Arce também repudiou os ataques, caracterizando-os como uma violação dos princípios do direito internacional e uma ameaça à paz.

#### Cuba
Miguel Díaz-Canel se juntou às condenações, alertando sobre uma escalada de conflitos no Oriente Médio resultante dos bombardeios.

#### Peru
O governo peruano manifestou “extrema preocupação” com a situação no Oriente Médio, enfatizando a necessidade de priorizar a diplomacia para evitar mais violência.

Em resumo, a resposta dos governos latino-americanos aos ataques dos EUA contra o Irã reflete uma divisão clara entre apoio e condenação, com apelos à diplomacia e à paz emergindo como temas centrais nas declarações oficiais.

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