Boulos Denuncia Suposta Conivência de Tarcísio na Fuga de Bolsonaro!

O deputado federal Guilherme Boulos, do PSOL de São Paulo, apresentou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) na última sexta-feira (11), solicitando a investigação do governador paulista, Tarcísio de Freitas, do Republicanos. A denúncia alega que Tarcísio teria agido para facilitar a fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Essa iniciativa surgiu após reportagens indicarem que Tarcísio teria contatado ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a liberação do passaporte de Bolsonaro. Segundo as acusações, o governador propôs que Bolsonaro viajasse aos Estados Unidos para discutir, diretamente com o ex-presidente Donald Trump, a reversão de tarifas elevadas sobre produtos brasileiros. Essa sugestão foi considerada inadequada por alguns ministros do STF e acabou sendo rejeitada.

Na representação, Boulos pediu a abertura de um inquérito penal baseado no artigo 348 do Código Penal, que proíbe o favorecimento pessoal. O deputado acredita que Tarcísio pode ter cometido outras infrações, como corrupção passiva, tráfico de influência e improbidade administrativa.

Atualmente, Bolsonaro enfrenta um processo no STF, que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022 e está sem passaporte desde fevereiro de 2024, após uma ação da Polícia Federal. O ex-presidente já tentou diversas vezes reaver o documento, mas seus pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes.

Boulos argumenta que a ação de Tarcísio, ao tentar facilitar uma reunião entre Bolsonaro e Trump, poderia evidenciar uma manobra para afastar o ex-presidente da jurisdição do Supremo, dificultando a aplicação da lei penal. O texto enfatiza que o uso da posição de governador para ajudar Bolsonaro a deixar o país representa um claro abuso de poder.

Além disso, destaca-se no documento que a carta de Trump ao presidente Lula, que anunciou as tarifas, menciona diretamente o julgamento de Bolsonaro como um fator motivador para a retaliação.

A representação aponta que qualquer tentativa de afastar um réu, como Bolsonaro, das autoridades competentes para julgá-lo pode ser considerada um crime de favorecimento pessoal, conforme estipulado no Código Penal.

O governador Tarcísio negou as acusações, afirmando que não contactou nenhum ministro do STF a esse respeito. A situação continua em desenvolvimento, com a PGR agora responsável por avaliar a denúncia e decidir sobre o desdobramento do caso.

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