Eduardo Bolsonaro Lança Declaração Bombástica: ‘Queremos Tirar Moraes da Corte!’
Eduardo Bolsonaro Promete Trabalhar para Remover Alexandre de Moraes do STF
Neste domingo, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo, anunciou que pretende se mobilizar para a retirada do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita em uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, no mesmo dia em que encerra sua licença parlamentar de 120 dias.
Durante a transmissão, Eduardo fez críticas severas ao ministro, descrevendo suas ações como “de nível de várzea”. Ele expressou sua disposição em se sacrificar para levar à frente uma ação que busque a saída de Moraes da Suprema Corte. "É importante expor a maneira como Moraes tem atuado. Meu objetivo é que ele não faça mais parte do STF", afirmou.
Eduardo também comentou sobre a revogação de seu visto diplomático pelos Estados Unidos, um assunto que surgiu após investigações do STF envolvendo ele e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele ressaltou que essa decisão foi apenas um passo inicial em uma movimentação mais ampla contra o ministro.
“O visto foi só o começo. O que queremos é a sua saída da corte. Você não tem condições de estar em um cargo tão alto no Judiciário e estou preparado para fazer o que for preciso para que isso aconteça”, declarou o deputado.
Na mesma transmissão, Eduardo fez ironias sobre a possibilidade de enfrentar investigações policiais, sugerindo que Moraes pudesse incluir figuras internacionais nas suas ações. “Se não gostou, traga o Trump para a investigação. Que venha a Interpol, se for o caso”, ironizou.
Por fim, Eduardo acusou Moraes de já ter enfrentado pressões por parte dos Estados Unidos. “Você não tomará essas atitudes, Alexandre, porque já recebeu um aviso da Interpol e dos EUA”, afirmou, reforçando suas críticas.
Ameaças à Polícia Federal
Durante a mesma live, Eduardo também fez comentários ameaçadores a membros da Polícia Federal, citando especificamente o delegado Fábio Alvarez Shor, que está à frente de investigações ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele aludiu a um ato de vigilância sobre agentes da PF que o assistiam, mencionando que tomaria providências caso se sentisse ameaçado.
Com o fim de sua licença, Eduardo deve retornar ao Brasil ou enfrentará faltas não justificadas, o que poderia resultar na perda de seu mandato. Para que isso não ocorra, ele precisa comparecer a mais de um terço das sessões da Câmara.
Este episódio reflete um cenário tenso na política brasileira e uma disposição de alguns parlamentares em desafiar decisões judiciais. O desdobramento dessa situação será observado com atenção nos próximos dias.