Conflito épico: Eagle processa SAF do Botafogo e busca barrar decisões unilaterais de Textor!
A crise entre John Textor e seus sócios na Eagle Football Holdings, agora em disputa judicial, está se intensificando. Recentemente, os executivos da Eagle ingressaram com uma ação contra a SAF do Botafogo, buscando impedir que Textor tome decisões de forma unilateral. O processo, que está sendo tratado na 2ª Vara Empresarial da capital, solicita à Justiça que suspenda os efeitos da assembleia-geral da SAF ocorrida em 17 de julho e proíba novos atos societários sem a participação da Eagle Bidco. Além disso, eles pedem que a SAF não celebre contratos com empresas ligadas a Textor.
O juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, responsável pelo caso, determinou que as partes se pronunciem sobre qual juízo deve ser competente para julgar a matéria. Essa orientação surgiu após uma decisão anterior da 3ª Vara Empresarial que congelou, de forma temporária, qualquer mudança na estrutura de controle do Botafogo, mantendo Textor à frente da administração. Esta medida foi adotada em um processo onde a SAF está cobrando uma dívida de € 23 milhões (aproximadamente R$ 152 milhões).
Curiosamente, a dívida em questão decorre de empréstimos que Textor havia assinado em nome da Eagle em 2024. Informações indicam que essa ação pode ser uma estratégia do empresário para ganhar tempo enquanto tenta levantar recursos para recomprar a SAF.
Entretanto, a tentativa de recompra enfrenta um obstáculo: os executivos da Eagle, que incluem antigos parceiros de Textor, não estão dispostos a negociar a venda do Botafogo enquanto ele estiver à frente da SAF. Para esses ex-sócios, a presença de Textor representa um conflito de interesses, pois ele ocuparia a posição de comprador e vendedor ao mesmo tempo.
A situação se agravou após o rebaixamento do Lyon para a segunda divisão do Campeonato Francês, decisão atribuída à Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG). Para evitar essa queda, o órgão impôs duas condições: a saída de Textor da Eagle e a injeção de 100 milhões de euros no clube. Todos os acionistas se mobilizaram para arrecadar o valor solicitado, exceto Textor, o que resultou na ruptura definitiva entre as partes.
Assim, o desdobramento dessa disputa promete trazer novas reviravoltas, tanto no Botafogo quanto na administração da Eagle Football Holdings. A continuidade dos litígios e as decisões judiciais atuais estão moldando o futuro dessas organizações e de seus envolvidos.