Revelações Bombásticas: Vaguinho Fala Sobre Tumultuada Final de 1977 e Segredos do Passado!
Vaguinho: Memórias e Revelações de um Ícone do Corinthians
Vaguinho, um dos maiores jogadores da história do Corinthians, compartilha lembranças marcantes de sua carreira. Entre elas, a famosa final contra o Palmeiras em 1974, onde o Corinthians buscava romper um jejum de 20 anos sem títulos, e a inesquecível conquista do Campeonato Paulista em 1977. Além disso, ele relata sua intensa relação com Rivellino, marcada por desafios e respeito mútuo.
“Quero um busto no Parque São Jorge. Mereço por tudo que fiz”, afirma Vaguinho, que mantém uma paixão vibrante pelo Corinthians mesmo após anos de carreira. À medida que envelhece, ele reflete sobre sua trajetória e sua contribuição para os clubes, especialmente o Corinthians e o Atlético Mineiro. “Sei da importância dos meus gol e assistências, assim como da minha personalidade nos títulos que conquistei”, afirma.
Seu início no Corinthians foi desafiador. Ele chegou ao clube em 1971, quando Rivellino era o principal nome da equipe. Em um de seus primeiros jogos, houve um desentendimento em campo que culminou em um tapa que Vaguinho deu em Rivellino. “Depois daquela situação, Rivellino passou a me respeitar. Hoje somos amigos”, destaca. Essa atitude ajudou Vaguinho a firmar seu espaço no time.
A final do Paulista de 1974 foi um momento difícil. Rivellino enfrentou uma pressão intensa após a derrota, sendo considerado o principal culpado pelo fracasso. Vaguinho recorda: “Eu o apoiei, foi covarde o que aconteceu”. Após essa derrota, Rivellino foi vendido ao Fluminense. Para Vaguinho, essa era uma época de muita intensidade, tanto dentro quanto fora de campo.
Vaguinho também compartilha uma história curiosa sobre o lateral Zé Maria, que em uma brincadeira levou-o a um momento tenso com um revólver. “Foi só uma brincadeira boba, mas que nunca mais repeti”, ri ele, lembrando do susto que passou.
Em 1977, a tensão aumentou novamente antes da final contra a Ponte Preta. O desentendimento com o treinador Brandão fez com que Vaguinho se sentisse insatisfeito e decidido a fazer de tudo para jogar. Ele até disse ter sonhado com o filho do treinador e que esse sonho indicava a vitória se ele estivesse em campo. A estratégia funcionou, e Vaguinho se tornou titular na terceira partida, onde o Corinthians finalmente quebrou o tabu de 23 anos sem títulos.
Além disso, em 1976, a invasão da torcida corintiana ao Maracanã na semifinal do Brasileiro trouxe novas emoções. “Vendi muitos pacotes de viagem para os torcedores”, lembra, destacando sua habilidade comercial fora dos campos.
Aos 75 anos, Vaguinho mantém frescas as memórias de sua carreira e dos altos e baixos vividos, incluindo a oportunidade perdida de disputar a Copa de 1974 por motivos pessoais. Ele finaliza sua conversa reiterando seu desejo de ser lembrado e homenageado: “Vou lutar por esse reconhecimento até meu último dia”.
Vaguinho, sem dúvida, tem muito a compartilhar e merece ser lembrado como um dos grandes ícones do futebol.