Os Segredos da Novo Nordisk no Brasil: A Verdade Sobre Ozempic e a Luta por Canetas Emagrecedoras no SUS!
A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, reconhecida por seu sucesso no mercado global com o medicamento para emagrecimento Ozempic, está enfrentando desafios significativos no Brasil. A empresa, que já foi uma das mais valiosas da Europa, agora vê sua posição ameaçada por uma crescente concorrência no setor.
Recentemente, a companhia recebeu duas notícias que podem impactar seu crescimento no país. Primeiro, a entrada de novos concorrentes, como a Eli Lilly, que lançou o Mounjaro, um medicamento que utiliza tirzepatida como princípio ativo. Em segundo lugar, há uma aceleração na aprovação de medicamentos similares no Brasil, o que pode aumentar a competição.
Um golpe direto para a Novo Nordisk foi a decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que negou a inclusão da semaglutida e liraglutida no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa decisão foi baseada no alto custo que esses medicamentos representariam para o sistema público, estimando-se um gasto de R$ 4,9 bilhões em cinco anos, com a semaglutida respondendo por R$ 3,7 bilhões e a liraglutida por R$ 1,2 bilhão.
A Novo Nordisk, em resposta, destacou que uma consulta pública anterior ao pedido de incorporação teve forte apoio de associações médicas e pacientes, mas reconheceu as preocupações sobre custos. A empresa argumentou que a situação financeira do SUS e a falta de atualização nos mecanismos de incorporação dificultam a disponibilização de tecnologias inovadoras.
Apesar das adversidades, a Novo Nordisk busca crescer no Brasil. Relatórios indicam que o mercado de medicamentos análogos ao GLP-1 pode alcançar R$ 7,5 bilhões até 2026, mesmo considerando a expiração da patente do Ozempic, que está prevista para março de 2026.
Atualmente, no Brasil, apenas um medicamento à base de liraglutida, produzido nacionalmente, está disponível. Em agosto, outra empresa lançou a caneta Olire, destinada ao tratamento da obesidade, em farmácias de redes conhecidas. Isso indica que outras empresas estão se movimentando para ocupar espaço no mercado.
A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa enfatiza a necessidade de cautela na incorporação de novos medicamentos no SUS, destacando os riscos de uso inadequado sem um suporte adequado aos pacientes.
Outra medida que pode impactar a Novo Nordisk é a decisão da Anvisa de priorizar a avaliação de registros de semaglutida e liraglutida fabricados no Brasil. Esta iniciativa pode permitir que novos concorrentes entrem no mercado mais rapidamente, com a expectativa de que as aprovações ocorram antes da expiração das patentes.
Com a entrada de novas empresas, a demanda deve aumentar, e a situação parece promissora para o setor de farmácias. No entanto, especialistas apontam que a velocidade na aprovação desses medicamentos ainda pode ser um desafio.
Vale ressaltar que a pressão sobre a Novo Nordisk não se limita ao Brasil. Globalmente, a empresa enfrenta competição de novos produtos, como o comprimido orforgliporn, que está sendo desenvolvido pela Eli Lilly, o que pode aumentar ainda mais a competição.
As ações da Novo Nordisk também refletem estas pressões. Nos últimos meses, registraram quedas significativas na bolsa, levando a empresa a uma avaliação de US$ 189,6 bilhões.
Em um cenário de constantes desafios, a Novo Nordisk continua buscando maneiras de se destacar e manter sua relevância no mercado, ao mesmo tempo que se esforça para dialogar com o governo e melhorar o acesso a seus medicamentos no Brasil.