Revolução no Combate ao Narcotráfico: País Seguida o Exemplo de Bukele!
Uma nova penitenciária de alta segurança será construída na Costa Rica, inspirada em um modelo implementado em El Salvador. O presidente Rodrigo Chaves anunciou a abertura de uma licitação para o projeto, conhecido como Centro de Alta Contenção para o Crime Organizado (CACCO).
Recentemente, o ministro da Justiça costarriquenho, Gerald Campos, visitou o Centro de Confinamento do Terrorismo em El Salvador, que abriga membros de facções criminosas e é alvo de críticas devido às suas condições de encarceramento. O novo presídio na Costa Rica deve receber um investimento de cerca de US$ 35 milhões e terá capacidade para 5.100 detentos, distribuídos em cinco pavilhões em uma área de nove hectares.
Durante uma coletiva de imprensa, Chaves enfatizou a necessidade de que a prisão esteja pronta para apoiar o fortalecimento do sistema de justiça do país, que pode ser acompanhado por leis mais rigorosas e um Judiciário mais eficaz. Ele também expressou agradecimentos ao Congresso pela aprovação de um orçamento que cobre 40% dos custos da obra, possibilitando o início do processo licitatório.
Esse anúncio surge em contexto de um aumento nos homicídios e no narcotráfico, questões que afetam a segurança no país, que já foi considerado um dos mais seguros da América Central. Diferentemente do modelo salvadorenho, a penitenciária da Costa Rica permitirá visitas familiares, encontros conjugais, entrega de encomendas e chamadas curtas.
Em contraste, a penitenciária salvadorenha, inaugurada em janeiro de 2023, é a maior da América Latina, com capacidade para 40 mil detentos, e atualmente abriga cerca de 15 mil suspeitos ligados a facções como a Mara Salvatrucha e o Barrio 18. Este local conta com um efetivo significativo de agentes, incluindo militares e policiais, e as condições de encarceramento são bastante rigorosas, com acomodações limitadas.
Com este novo passo, a Costa Rica busca reagir a um cenário de criminalidade crescente e reforçar seu sistema penal. O governo enfatiza a importância de um ambiente que viabilize tanto a segurança quanto a dignidade dos detentos, alinhando-se a uma abordagem mais equilibrada em relação ao tratamento da população carcerária.