O Palmeiras e o São Paulo têm se destacado em suas atuações e negociações com jovens talentos nos últimos anos. Apesar de perder alguns jogadores excepcionais, o Verdão conseguiu gerar receitas significativas com atletas de suas categorias de base.
Só em 2022, o Palmeiras viu talentos como Vanderlan, Jhon Jhon, Fabinho, Giovani e Gabriel Silva renderem cerca de 21 milhões de euros, o que equivale a aproximadamente 132 milhões de reais. Em boa parte das transações, o clube manteve cerca de 50% dos direitos dos jogadores, o que garantiu uma recuperação financeira importante.
O grupo de 2023, que conquistou o título sob a liderança de Estêvão, também trouxe resultados positivos. Kevin e Thalys contribuíram para a receita do clube, gerando mais 21 milhões de euros, ou cerca de 132 milhões de reais. Essas vendas reafirmam a estratégia bem-sucedida do Palmeiras na valorização de seus jovens atletas.
Por outro lado, o São Paulo também teve seus destaques, especialmente na Copinha, com Ryan Francisco, Matheus Alves e Lucas Ferreira. Embora Ryan tenha enfrentado uma grave lesão, Alves e Ferreira foram vendidos, contribuindo com 16 milhões de euros, aproximadamente 101 milhões de reais, para os cofres do clube.
Embora os valores de vendas de 2025 do São Paulo e 2023 do Palmeiras sejam similares, é interessante notar as diferenças nas estratégias de cada clube. Enquanto o Palmeiras reinvestiu uma parte dos recursos em contratações, o São Paulo optou por quitar dívidas, conseguindo assim um superávit parcial.
Adicionalmente, Henrique Carmo, que foi negociado com o CSKA da Rússia por até 7 milhões de euros (cerca de 44 milhões de reais), teve sua participação na Copinha interrompida devido a um corte. Outro jogador em destaque, William Gomes, que também tinha potencial na categoria, foi vendido ao Porto por 9 milhões de euros (cerca de 56 milhões de reais).
Essas movimentações demonstram a importância das categorias de base para os clubes, que não apenas revelam talentos, mas também se tornam uma fonte crucial de receita. A capacidade de investir em jovens jogadores e a habilidade em negociar seus direitos são aspectos fundamentais para a saúde financeira e esportiva das equipes.