Dólar despenca para R$ 5,35: Descubra os motivos por trás da queda histórica!
O dólar brasileiro registrou a terceira queda consecutiva e encerrou a sexta-feira cotado a R$ 5,35, o menor valor em 15 meses. Essa desvalorização ocorre mesmo com o dólar se valorizando em relação a outras moedas no exterior. As expectativas de cortes na taxa de juros pelo Federal Reserve, combinadas com a manutenção da Selic em 15% no Brasil, indicam uma possível continuidade da tendência de queda do dólar, que pode se aproximar dos R$ 5,30 nos próximos dias.
Na negociação à vista, o dólar fechou em baixa de 0,69%, a R$ 5,3537, o menor valor desde 7 de junho do ano passado. Na semana, a divisa acumulou uma ligeira queda de 1,11%. Às 17h06, o dólar futuro para outubro estava cotado a R$ 5,3760, uma queda de 0,72%.
A cotação do dólar comercial apresentou os seguintes valores:
- Compra: R$ 5,353
- Venda: R$ 5,354
Para o dólar turismo, os valores são:
- Compra: R$ 5,384
- Venda: R$ 5,564
Internamente, a repercussão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro está afetando o cenário econômico, assim como a percepção do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que apresenta uma ligeira melhora nas avaliações de sua gestão. Além disso, o mercado aguarda as decisões de política monetária do Banco Central e do Federal Reserve na próxima semana.
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, o que gerou discussões tanto no Brasil quanto no exterior. O governo dos Estados Unidos expressou suas opiniões sobre o caso, enquanto o Ministério das Relações Exteriores do Brasil se manifestou, afirmando que o país não se intimidará.
Uma pesquisa indicou que a aprovação do governo Lula aumentou de 25% para 30%, ao passo que a desaprovação caiu de 43% para 38%. Esse cenário pode influenciar a dinâmica eleitoral, com alguns analistas apontando para um fortalecimento de potenciais candidaturas, como a de Tarcísio, que são vistas de forma favorável pelo mercado.
Do ponto de vista econômico, o IBGE divulgou dados sobre o setor de serviços, que registrou um aumento de 0,3% em julho na comparação com junho. Embora tenha ficado abaixo da expectativa do mercado, o setor conseguiu avançar 2,8% em relação a julho de 2024, marcando a 16ª taxa positiva consecutiva.
Analistas sugerem que, com a possível perspectiva de cortes nos juros americanos, a atratividade do real pode aumentar. O real é uma das moedas mais valorizadas do mundo, especialmente se o Federal Reserve confirmar os cortes e o Banco Central do Brasil mantiver a Selic em 15% pelo restante do ano.
Na próxima semana, a movimentação do câmbio deve ser influenciada por fatores políticos e econômicos, especialmente devido às decisões sobre juros nos EUA e no Brasil. Caso os cortes sejam confirmados, o real pode manter sua tendência de valorização, embora a incerteza sobre possíveis retaliações do governo americano possa adicionar volatilidade ao mercado de câmbio.