Alessandro Assume PEC da Blindagem e Declara Guerra: Promessa de Rejeição Imediata!

Senador se posiciona contra PEC da Blindagem e gera arrependimento entre deputados

Na última sexta-feira, 19 de setembro de 2025, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado designou o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) como relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem. O senador expressou sua oposição à proposta e indicou que, em seu parecer, recomendará a rejeição da emenda, citando os “enormes prejuízos” que ela traria aos brasileiros.

Vieira, que considera a PEC prejudicial à sociedade, afirmou que seu relatório será técnico e claro ao demonstrar as complicações que o texto poderia ocasionar. A proposta foi oficialmente recebida pelo Senado na quarta-feira, 17 de setembro de 2025.

O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), também manifestou sua desaprovação em relação à medida, classificando-a como um retrocesso em termos de democracia e transparência. Ele reafirmou que não acredita que a PEC conquistará apoio dentro da comissão.

A liderança do MDB também expressou sua posição contrária à proposta, argumentando que ela representa uma forma de “impunidade absoluta” e compromete a igualdade perante a lei.

O governo federal une-se a esse coro de desaprovação. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, alertou que a PEC poderia facilitar a infiltração de organizações criminosas no Congresso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, criticou a votação na Câmara, considerando-a um desrespeito à população.

Em relação a processos judiciais, o Supremo Tribunal Federal (STF) esclareceu que a proposta não afetará ações em andamento, e o ministro Gilmar Mendes garantiu que as investigações em curso continuarão normalmente.

Arrependimentos na Câmara

Informações revelam que alguns deputados do PT votaram a favor da PEC em um gesto político, esperando barrar a tramitação de um projeto de anistia rival. Essa votação, realizada às pressas na noite de 16 de setembro, contrastou com a posição pública do partido e do governo. Mesmo assim, a urgência para a análise da anistia foi aprovada rapidamente no dia seguinte.

A urgência permite que o projeto avance diretamente para o plenário, sem passar por comissões. Entre os deputados que se manifestaram subsequentemente, Jilmar Tatto (PT-SP) e Merlong Solano (PT-PI) admitiram arrependimento, explicando que sua decisão visava a governabilidade, mas reconheceram que erraram.

Outros, como Airton Faleiro (PT-PA) e Kiko Celeguim (PT-SP), relataram que votaram a favor da PEC devido a estratégias para evitar a aprovação da anistia, considerando suas decisões como lições difíceis. O líder do PSB na Câmara, Pedro Campos (PE), também anunciou ações legais contra a votação, justificando seu voto como uma tentativa de manter o diálogo e permitir avanços nas pautas governamentais.

Até mesmo deputados da oposição manifestaram arrependimento. A deputada Silvye Alves (União Brasil-GO) expressou lamentação pelo voto, considerou-o um “erro gravíssimo” e pondera a possibilidade de deixar seu partido.

Mobilização Popular

A situação gerou também mobilizações populares. A Frente Povo Sem Medo e membros do Psol convocaram manifestações contra a PEC da Blindagem e o PL da anistia para o dia 21 de setembro de 2025. Os atos estão programados para ocorrer em 19 estados e contam com o apoio de artistas famosos, como Anitta e Djonga. Além disso, importantes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso e Chico Buarque, se apresentarão em um evento em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Esses desdobramentos mostram um clima de incerteza e divisão no Congresso e na sociedade, refletindo sobre a transparência e a responsabilidade política em tempos atuais.

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