Reag Capital Abandona a Bolsa: O Que Está Por Trás do Colapso Após Megaoperação Contra o PCC?

A Reag Capital Holding, empresa liderada por João Carlos Mansur, decidiu fechar seu capital após passar por uma série de vendas de ativos em decorrência da Operação Carbono Oculto, que investiga a ligação da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) com várias empresas, inclusive do setor financeiro. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou o cancelamento do registro da empresa na categoria B, que é voltada à emissão de valores mobiliários, exceto ações.

Com essa decisão, a Reag Capital se torna uma companhia fechada, sem alterações na sua composição acionária. Esse movimento foi ratificado em uma assembleia de acionistas realizada no final do mês passado.

A operação da Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal e outros órgãos, incluiu uma busca na sede da Reag Capital. Durante essas investigações, as empresas Reag Investimentos e Ciabrasf, que pertencem à holding, também foram mencionadas.

A empresa se manifestou dizendo que o cancelamento do registro como companhia aberta é parte de uma estratégia de simplificação e foco em negócios que oferecem maior diferencial competitivo. Após a venda da Reag Investimentos para a Arandu e as negociações iniciadas pela Ciabrasf com a Planner, a Reag Capital considerou que não fazia sentido manter o registro na CVM.

A empresa ressaltou a solidez do grupo, evidenciada pela rapidez com que ocorreu a venda de ativos e pelo interesse de outras instituições financeiras nas operações da Reag Capital Holding.

Desde que a operação policial foi deflagrada, o grupo financeiro começou a buscar a venda de parte de seus negócios. Foi firmado um acordo de exclusividade com a B100, controladora da Planner Corretora, para a venda da Ciabrasf, uma empresa de administração de fundos que gerencia aproximadamente R$ 340 bilhões.

Antes disso, Mansur já havia anunciado um acordo para vender sua participação de 87,38% na Reag Investimentos, que atua na gestão de recursos em fundos. Estas decisões refletem a reestruturação da empresa em busca de uma nova direção e foco em serviços mais rentáveis e menos expostos a riscos.

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