Dólar Rocketiza 2% e Atinge R$ 5,50: O Que Está por Trás dessa Alta Dramática?
O dólar está se valorizando em relação ao real, contrariando a tendência global. Essa alta é impulsionada pelas preocupações em torno do Orçamento do governo para 2026, especialmente em relação à possibilidade de despesas serem previstas sem o devido suporte de receitas.
Cotação do Dólar Hoje
Às 12h43, a cotação do dólar à vista registrava um aumento de 2,05%, alcançando R$ 5,485 na venda. Na B3, o contrato de dólar para novembro, o mais negociado no Brasil, também subia, com alta de 1,54%, cotado a R$ 5,489.
Dólar Comercial
- Compra: R$ 5,484
- Venda: R$ 5,485
Dólar Turismo
- Venda: R$ 5,418
- Compra: R$ 5,598
Esse aumento no dólar reflete as incertezas em relação ao cenário fiscal brasileiro e uma maior aversão ao risco, especialmente após declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de elevar tarifas sobre produtos chineses.
Analistas destacam que a derrubada de uma medida provisória que previa ajustes fiscais aumenta a necessidade de o governo adotar outras estratégias para compensar a perda de receita. Uma das alternativas em discussão seria a elevação da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que poderia impactar tanto as operações de câmbio quanto as de crédito.
No cenário internacional, o dólar estava perdendo valor em relação a várias outras moedas, incluindo o iene japonês e o euro, que têm enfrentado turbulências políticas.
Um relatório indicou que o pacote orçamentário para 2026 poderia alcançar uma soma de R$ 100 bilhões, mesmo sem garantias de arrecadação. Entre as medidas consideradas estão a ampliação da isenção do Imposto de Renda, novas políticas de auxílio para famílias de baixa renda e apoio a estudantes.
Preocupações adicionais pairam sobre o ano de 2026, já que pode ser marcado por mudanças em relação à reeleição do atual presidente, o que poderia impactar as contas públicas de forma negativa.
Mudanças no Crédito Imobiliário
O governo anunciou recentemente mudanças nas regras do crédito imobiliário, encerrando gradualmente o direcionamento obrigatório dos depósitos nas cadernetas de poupança para essa modalidade de financiamento. A nova estrutura deverá entrar em vigor a partir de janeiro de 2027, após um período de transição. Atualmente, 65% dos depósitos da poupança são destinados ao crédito imobiliário, e 20% são obrigatoriamente recolhidos pelo Banco Central. Durante a transição, esse percentual será reduzido para 15%.
Além disso, o governo elevou o valor máximo para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação, que agora pode alcançar até R$ 2,25 milhões, em comparação ao limite anterior de R$ 1,5 milhão.
As medidas visam adaptar o sistema financeiro às novas realidades econômicas, além de buscar soluções para a manutenção do crescimento econômico e a estabilidade fiscal do país.