Descoberta Incrível: Casal Encontra Lápide Romana de 2.000 Anos em Seu Quintal!

Um casal de Nova Orleans, nos Estados Unidos, fez uma descoberta surpreendente em seu quintal: uma lápide romana de quase 2.000 anos, pertencente a um soldado do Império Romano. A peça estava desaparecida desde a Segunda Guerra Mundial, após a destruição do Museu Arqueológico Nacional de Civitavecchia, na Itália.

A descoberta ocorreu no início do ano, quando Daniella Santoro, uma antropóloga da Universidade Tulane, e seu marido, Aaron Lorenz, estavam limpando o quintal na histórica região de Carrollton. Sob a vegetação, eles encontraram uma pedra de cerca de 30 centímetros com uma inscrição em latim, que inicialmente os fez suspeitar da presença de um cemitério antigo, comum na cidade.

Após análises de especialistas, a lápide foi identificada como sendo do século II e pertencente a um marinheiro chamado Sextus Congenius Verus. Os estudiosos confirmaram que a inscrição menciona os feitos e a vida do soldado, que serviu na frota pretoriana Misenense, mencionando detalhes sobre sua origem e tempo de serviço.

Historiadores situaram Sextus Congenius Vero na região da Trácia, que atualmente inclui partes da Bulgária, Grécia e Turquia. A inscrição da lápide diz: “Por Sextus Congênio Vero, soldado da frota pretoriana Misenense, da tribo dos Bessi, que viveu 42 anos e serviu 22 na guerra, na trirreme Asclépio. Atilius Carus e Vettius Longinus, seus herdeiros, fizeram isto para ele, com grande merecimento.”

Investigadores descobriram que a lápide se alinhava perfeitamente com um registro do Museu Arqueológico Nacional, onde foi encontrada em 1864. Durante a Segunda Guerra Mundial, o museu foi bombardeado e a peça, assim como muitos outros artefatos, foi considerada perdida.

A diretora do museu afirmou que a coleção original incluía inscrições funerárias de marinheiros romanos, proporcionando importantes vislumbres sobre a vida cotidiana há dois mil anos. Ela manifestou esperança de que a lápide recuperada possa ser mostrada ao público novamente.

Sobre como a lápide foi parar nos EUA, foi descoberto que Charles Paddock Jr., um veterano da Segunda Guerra Mundial que esteve na Itália, trouxe a peça para o país. Décadas depois, sua neta, Erin Scott O’Brien, herdou a lápide e a utilizou como elemento decorativo em sua casa em Nova Orleans, desde 2003.

Após a descoberta, Daniella e Aaron iniciaram uma investigação sobre a origem da pedra. A autenticidade foi verificada por uma equipe de especialistas, incluindo o FBI, que, a partir daí, deu início ao processo de repatriação da peça.

Agora, a lápide será restaurada e devolvida ao Museu Arqueológico Nacional de Civitavecchia, onde voltará a fazer parte do acervo histórico romano, proporcionando uma conexão fascinante entre passado e presente, e destacando a importância da preservação do patrimônio histórico.

Essa descoberta não apenas enriquece o entendimento sobre a história romana, mas também realça a necessidade de cuidar do nosso legado cultural, pois cada artefato resgatado conta uma história que merece ser lembrada e compartilhada.

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