Fim de uma Era: A Rainha-Mãe da Tailândia, Símbolo de Glamour e Poder, Nos Deixa
A rainha emérita Sirikit da Tailândia, mãe do atual rei Maha Vajiralongkorn, faleceu na última sexta-feira, 24 de março, aos 93 anos. A informação foi confirmada pelo Palácio Real, que revelou que o estado de saúde da rainha piorou antes de seu falecimento, ocorrido no Hospital Chulalongkorn, às 21h02.
Conhecida como a “Jackie Kennedy da Ásia” na sua juventude, Sirikit se casou com o rei Bhumibol Adulyadej aos 17 anos. Juntos, formaram um casal icônico que, por mais de sete décadas, simbolizou elegância e influência, contribuindo para a popularidade da monarquia na Tailândia. O falecimento da rainha emérita inaugurou um período de luto nacional e homenagens em todo o país.
Sirikit havia enfrentado problemas de saúde desde 2019, incluindo uma infecção no sangue, e não aparecia em público há anos devido a sua fragilidade, em parte decorrente de um derrame cerebral. Apesar de sua ausência física, sua imagem continua a ser uma presença marcante em prédios públicos, lojas e lares tailandeses, destacando sua importância cultural e emocional para o povo.
O rei da Tailândia é amplamente considerado o “pai da nação” e um símbolo do ideal budista, com uma figura quase divina que gera um fervor reverente entre os tailandeses. O país já vivenciou um ano de luto oficial pela morte de Bhumibol em 2016, seguido de uma elaborada cerimônia de cremação.
O aniversário de Sirikit, celebrado em 12 de agosto, coincide com o Dia das Mães na Tailândia, refletindo seu papel significativo na sociedade. Em sua trajetória, a rainha encontrou líderes e celebridades internacionais, incluindo presidentes americanos e Elvis Presley, e frequentemente aparecia em capas de revistas, solidificando sua imagem glamourosa.
Seu legado, marcado por um profundo amor pelo país e pelo povo tailandês, continua a ressoar, sendo lembrado em momentos de celebração e luto nacional.