Descubra Por Que Você Não Sente a ‘Euforia do Treino’ e Como Alcançá-la!
O exercício físico pode evocar uma variedade de sentimentos, e algumas pessoas, como Tamires, de 32 anos, relatam uma combinação de cansaço, alívio e uma espécie de vazio emocional após a atividade. Tamires reflete sobre como, às vezes, essa sensação se traduz em uma leve recompensa por ter cumprido uma meta, enquanto em outras ocasiões, pode ser apenas tédio. Ela percebe que a expectativa de experimentar prazer constante durante os treinos pode ser enganosa. Para ela, a chave é compreender que a prática de exercícios envolve desconforto e repetição, e foi somente ao largar a necessidade de “amar” o exercício que ela começou a se conectar com ele.
João, de 45 anos, também não se identifica com a típica alegria que muitos associam ao término de um treino. Ele conta que, desde a infância, lidou com o sobrepeso e tentou diversas atividades, como natação, judô e futebol, mas nunca sentiu a euforia que outros frequentemente descrevem.
Essa disparidade nas experiências é comum. Muitas pessoas, ao longo de sua jornada de exercícios, podem não sentir o sentimento de êxtase promovido pelas endorfinas. Mas o que exatamente são essas substâncias?
As endorfinas são neurotransmissores produzidos pelo cérebro que se ligam aos mesmos receptores que a morfina, reduzindo a dor e induzindo sensações de prazer e relaxamento. Elas são liberadas em diversas situações, como durante risadas, relações íntimas e, especialmente, durante atividades físicas.
Perceber que o exercício nem sempre é prazeroso pode ajudar na aceitação do processo. Convivendo com o desconforto e focando nos benefícios a longo prazo, muitos podem desenvolver uma relação mais saudável com a atividade física. Isso inclui não apenas buscar o bem-estar físico, mas também um estado mental equilibrado. Assim, a prática de exercícios pode se tornar uma parte valiosa da rotina, independentemente da presença de euforia ou prazer imediato.