Descubra Como a Tecnologia Está Criando Matérias que Nunca Existiram!
Um estudo inovador publicado na revista “Nature” revelou que a Google, em colaboração com universidades da Alemanha e dos Estados Unidos, simulou um estado da matéria ainda desconhecido na prática. Utilizando seus processadores quânticos Sycamore e Willow, os pesquisadores aplicaram condições em regime Floquet, permitindo que átomos se organizassem de maneiras não observadas em materiais sólidos ou líquidos.
A simulação envolveu até 58 qubits, as unidades básicas de informação na computação quântica. Ao contrário dos bits tradicionais, que trabalham com valores de 0 ou 1, os qubits têm a capacidade de representar ambos simultaneamente, através do fenômeno conhecido como superposição.
Uma das principais novidades desta pesquisa foi a manipulação de átomos altamente entrelaçados, uma tarefa considerada complexa para computadores convencionais. Pesquisas anteriores também exploraram estados inexistentes da matéria, mas a abordagem do Google se destaca por seu foco em simulações, sem a intenção de criar fisicamente a matéria.
De acordo com a pesquisadora Melissa Will, que liderou o estudo, simulações de fases de não equilíbrio entrelaçadas apresentam desafios para modelos clássicos. Este novo estudo tem ganhado respeito na comunidade científica, principalmente por sua abordagem voltada para a simulação e a observação do comportamento virtual.
Essa pesquisa marca um passo significativo na compreensão da matéria e abre novas possibilidades para experimentos quânticos. O trabalho demonstra como a computação quântica pode revolucionar a maneira como entendemos e manipulamos a matéria em escalas fundamentais.