Escândalo em BH: Servidora Detida Acusada de Roubo de Armas de Delegacia!
Uma servidora administrativa da Polícia Civil de Minas Gerais, identificada como Vanessa de Lima Figueiredo, de 44 anos, foi presa sob suspeita de furtar armas da 1ª Delegacia do Barreiro, em Belo Horizonte. A prisão ocorreu na noite de domingo (9) e foi realizada pela Corregedoria da instituição, após um mandado emitido pelo juiz Leonardo Machado Cardoso.
Vanessa, que não possui formação policial, foi detida em sua residência, localizada no bairro Salgado Filho, na Região Oeste da capital. Ela era a única pessoa com acesso ao local onde as armas eram armazenadas. Nas redes sociais, a servidora se apresentava como graduada em Fisioterapia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH).
Recentemente, foi relatado que Vanessa recebia um salário superior a R$ 7,5 mil. Seus perfis em redes sociais continham postagens sobre viagens a destinos como Disney e Nova Iorque, onde compartilhou fotos em locais turísticos, incluindo o Vessel, uma famosa estrutura arquitetônica em Manhattan. Além disso, há indícios de que ela teria realizado diversos procedimentos estéticos.
### Desaparecimento de Armas
A suspeita de furto surgiu quando uma arma que deveria estar apreendida foi encontrada em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Esse fato causou estranhamento e, ao verificar o acervo de armas, a Polícia Civil descobriu que outras estavam em falta. Embora a investigação esteja em andamento, ainda não se tem informações detalhadas sobre como os desvios ocorreram ou quantas armas estão desaparecidas.
A 1ª Delegacia do Barreiro, situada no bairro Jardinópolis, próxima ao Aglomerado Cabana do Pai Tomás, foi alvo de inspeções após o desaparecimento das armas. A corporação negou a possibilidade de invasão nas instalações e reafirmou que a investigação está avançada, sem indícios de envolvimento de organizações criminosas.
### Comentário do Delegado-Geral
O delegado-geral da Polícia Civil, Rômulo Guimarães Dias, esclareceu que as armas desaparecidas são de “baixo calibre” ou “obsoletas”, não sendo mais utilizadas no serviço ativo ou com munições que não são mais fabricadas.
### Posição do Sindicato
Representantes de sindicatos da categoria comentaram que as armas apreendidas deveriam estar na Central de Custódia, segundo o que estabelece o Código de Processo Penal desde 2019. Um porta-voz do sindicato destacou a luta contínua para solucionar o problema, visto que armas e drogas ainda são armazenadas em unidades policiais de maneira inadequada, comprometendo a cadeia de custódia.
### Nota da Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais elaborou uma nota informando que a servidora foi encaminhada ao sistema prisional. Os materiais apreendidos foram enviados para perícia técnica, enquanto um processo de correição administrativa foi iniciado para responsabilizar as irregularidades encontradas durante as investigações.