Funcionários do Nubank se Unem em Manifesto Contra Mudanças Reveladoras!

Funcionários do Nubank se uniram para expressar sua insatisfação com a recente decisão da empresa sobre o modelo de trabalho presencial e as demissões de colegas. Uma carta-manifesto foi apresentada durante uma reunião virtual organizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, com a participação de cerca de 300 trabalhadores.

O manifesto, que conta com o apoio do sindicato, pede a revisão da nova política de retorno ao escritório, anunciada recentemente. Os funcionários cobram também a reintegração de 14 colegas demitidos por justa causa. As demissões ocorreram após a manifestação de alguns funcionários contra a mudança em reuniões com a liderança, e outros foram desligados por supostas intenções de sabotar sistemas internos.

Em resposta, o Nubank afirmou que mantém um diálogo aberto com representantes dos funcionários. O novo modelo de trabalho exige duas idas ao escritório por semana a partir de julho de 2026, aumentando para três a partir de janeiro de 2027. Essa mudança afetará aproximadamente 70% da equipe, substituindo a atual regra, que permitia presença uma vez por trimestre.

Algumas funções permanecerão inteiramente remotas, e trabalhadores poderão solicitar exceções pessoais, que serão analisadas individualmente. Empregados que precisarem se mudar devido às novas regras poderão se inscrever em um programa de auxílio.

Muitos trabalhadores relataram que aceitaram vagas no banco digital com base na possibilidade de trabalhar remotamente. As mudanças podem impactar finanças e a dinâmica familiar, especialmente para aqueles que residem em cidades sem escritórios da empresa ou que cuidam de dependentes.

Os funcionários também apontaram que o Nubank não apresentou justificativas concretas para o novo regime e que a decisão não foi negociada com o sindicato. Há preocupações de que aqueles que não concordarem com as novas regras possam ser dispensados.

A presidente do sindicato, Neiva Ribeiro, comentou que as demissões parecem ter um caráter retaliatório. Ela enfatizou a necessidade de diálogo para resolver a situação, destacando que punições por expressões de descontentamento não são aceitáveis.

A entidade planeja novas reuniões e busca diálogo com a direção da empresa para discutir o regime de home office e a reversão das demissões. A secretária-geral mencionou que os canais do sindicato são seguros para denúncias e mobilização.

Durante o anúncio das novas medidas, um grupo foi formado em plataformas de mensagens para discutir a situação e redigir a carta aberta, que expressou variados pontos de vista dos trabalhadores sobre a questão.

O conteúdo da carta deixava claro o descontentamento com a mudança no modelo de trabalho e mencionava que a decisão foi tomada sem discussão prévia. Os trabalhadores fazem um apelo pela reabertura do diálogo entre a empresa e seus colaboradores.

Destacaram que a ausência de justificação adequada para a mudança é um ponto de preocupação, uma vez que o modelo remoto já mostrou resultados positivos. Além disso, enfatizaram o impacto que a nova política pode ter na qualidade de vida de funcionários, especialmente aqueles com responsabilidades familiares.

Os trabalhadores pediram a reversão do retorno ao escritório, exigindo também o fim das punições e a recontratação dos demitidos. Eles convocaram a todos os funcionários do Nubank a se unirem nessa luta, buscando um ambiente de trabalho mais colaborativo e respeitoso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back To Top