Ex-coordenador do INSS é preso após decisão bombástica da CPMI!
Na madrugada desta terça-feira, o senador Carlos Viana, presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ordenou a prisão de Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios da instituição. A decisão foi tomada após Jucimar alegar não ter sido convocado corretamente para depor e não fornecer informações precisas sobre uma sentença questionada.
Durante a sessão, Viana enfatizou a importância da verdade, afirmando: “Senhor Jucimar, por ter dito que o senhor não foi convocado corretamente e por não ter dado as datas corretas que o promotor lhe perguntou, o senhor está preso por calar a verdade.” Ele pediu que Jucimar fosse levado pela Secretaria Geral da Polícia para que o flagrante fosse registrado.
Na manhã seguinte, Jucimar foi localizado pela Polícia Legislativa e conduzido para prestar depoimento, que vinha sendo adiado devido à apresentação de atestados médicos pela defesa. Ele havia sido afastado do cargo em abril, no contexto de uma operação da Polícia Federal que investigava fraudes e irregularidades no INSS.
As investigações indicam que Jucimar esteve envolvido na liberação de desbloqueios em lote para descontos associados, a pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Quando questionado sobre o conhecimento de reclamações referentes a esses desbloqueios, Jucimar afirmou que a ouvidoria enviava relatórios que não apresentavam os números mencionados na imprensa. Ele ressaltou que só teve conhecimento da situação negativa através da mídia, não por informações oficiais.
Durante o depoimento, Jucimar negou veementemente ter recebido propinas e defendeu que sua nomeação foi baseada em critérios técnicos. Ele explicou que estava sob a supervisão de autoridades superiores no INSS, não tendo poder decisório em relação às questões levantadas pela CPI.
Jucimar acrescentou que nunca assinou autorizações de pagamentos, pois não era responsável por esse tipo de despesa, limitando-se a acompanhar os processos.