Advogados Lutam por Habilitação de Crédito na Recuperação Judicial do Vasco: O Que Isso Significa para o Futuro do Clube?
O escritório de advocacia Andrade Figueira – Sociedade de Advogados protocolou um pedido para reconhecimento de crédito na recuperação judicial do Vasco e da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O valor em questão é de R$ 3,2 milhões, referentes a honorários advocatícios por serviços prestados em 2022, quando o escritório apoiou o clube na criação da SAF e na venda de 70% das ações para a 777 Partners.
O contrato entre o escritório e o Vasco previa o pagamento do valor total em três parcelas, que, até o momento, não foram saldadas. Com os devidos reajustes, a dívida pode ultrapassar R$ 3,6 milhões, embora parte já tenha sido quitada em outra ação judicial.
O escritório busca que o crédito seja classificado como trabalhista, o que lhe confere prioridade nos pagamentos, de acordo com a interpretação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre honorários de advogados, considerados de natureza alimentar. Além disso, a solicitação inclui a inclusão do escritório como credor colaborador, o que poderia facilitar a recuperação financeira do clube, de acordo com as diretrizes do Plano de Recuperação Judicial do Vasco.
É relevante mencionar que 10% das ações da SAF do Vasco, que pertencem ao Clube de Regatas Vasco da Gama (CRVG), estão penhoradas em benefício do escritório Andrade Figueira. Essa penhora ocorreu antes do pedido de recuperação judicial.
Esses desenvolvimentos ressaltam a complexidade e a importância das questões financeiras que cercam o clube, evidenciando um cenário judicial tenso em torno das dívidas do Vasco. O reconhecimento de créditos durante a recuperação judicial é um passo crucial para garantir a sustentabilidade financeira da instituição no futuro.
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