Alcolumbre e Hugo Desafiam a Oposição e Sustentam Recesso do Congresso!
Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal decidiram manter o “recesso branco”, mesmo diante das solicitações de parlamentares de oposição. A continuidade desse recesso ocorre em meio a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impôs medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou que o recesso parlamentar seguirá até o fim de julho, durante o qual não ocorrerão votações em plenário nem reuniões de comissões. Ele informou que as atividades legislativas estão programadas para recomeçar na semana de 4 de agosto, com sessões deliberativas e funcionamento normal das comissões.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, também confirmou a manutenção do recesso de julho, ressaltando que, nas próximas duas semanas, não haverá sessões deliberativas ou comissões em atividade. Assim como na Câmara, as atividades do Senado serão retomadas na mesma semana de agosto, incluindo a apreciação de indicações de autoridades conforme o cronograma já estabelecido.
Na mesma tarde, o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante, oficializou um pedido a Hugo Motta para a suspensão do recesso. Ele argumentou que a urgência das recentes decisões do STF em relação a Bolsonaro e questões como o aumento do Imposto de Operações Financeiras (IOF) justificam a retomada imediata dos trabalhos.
Cavalcante enfatizou a necessidade de uma atitude rápida por parte do Congresso, solicitando a convocação de novas sessões para tratar de assuntos emergenciais. Ele mencionou a importância de discutir propostas de emenda à Constituição que limitem decisões monocráticas do STF e de novas medidas sobre foro especial em casos de crimes comuns. Além disso, o líder do PL apontou a relevância de debater a anistia para os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro e a criação de uma comissão de inquérito sobre abuso de autoridade.
Assim, o cenário legislativo permanece em pausa enquanto as discussões sobre a necessidade de retomar atividades e definir a agenda futura continuam a ser um ponto central entre os parlamentares.