Alerta: Mais de 60% dos casos de câncer colorretal no Brasil são diagnosticados tarde!
A alta taxa de diagnósticos tardios revela problemas sérios no acesso ao diagnóstico e ao rastreamento do câncer colorretal no Brasil. Esse atraso afeta diretamente o início do tratamento e, consequentemente, a sobrevida dos pacientes.
O contexto também aponta para uma relação clara entre comportamentos de risco e a incidência dessa doença. Cidades com uma maior proporção de fumantes, como Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba e Campo Grande, apresentam taxas elevadas de câncer colorretal, reforçando o tabagismo como um importante fator de risco.
Outro fator a ser destacado é a obesidade. Cidades como Porto Alegre, Campo Grande, Rio de Janeiro e São Paulo, onde a prevalência de obesidade supera 24%, estão entre aquelas com os maiores índices de incidência do câncer colorretal. Isso sugere que condições de vida e hábitos alimentares da população desempenham um papel significativo no aumento da doença.
Estudos mostram que 86% dos casos diagnosticados ocorrem em pessoas com 50 anos ou mais. Portanto, há uma necessidade urgente de ampliar o rastreamento. A mudança de um modelo oportunístico—em que os exames são realizados apenas quando o paciente procura atendimento—para um programa de rastreamento populacional poderia ser um avanço. Além disso, discutir a redução da idade de início do rastreamento para 40 anos, como já é feito em outros países, pode ser uma consideração importante.
Por fim, o perfil dos pacientes diagnosticados mostra que 47,7% possuem apenas ensino fundamental e há uma maior proporção de pessoas brancas em comparação a negras. O tratamento mais comum no Brasil é a cirurgia, e essas análises são baseadas em dados de Registros Hospitalares de Câncer entre 2013 e 2022.
Esses dados ressaltam a importância de políticas públicas focadas na prevenção e na promoção de hábitos saudáveis, como alimentação adequada e atividade física, fundamentais para a redução da incidência do câncer colorretal.