Alerta Médico: Esta Molécula Pode Ser Mais Perigosa do Que o Colesterol Ruim!
A lipoproteína(a), ou Lp(a), possui uma estrutura molecular distinta, o que a diferencia de outras lipoproteínas como o LDL (lipoproteína de baixa densidade). O nível de LDL no sangue pode sofrer variações significativas devido a fatores como dieta e idade. Por exemplo, uma alimentação saudável e uso de medicamentos para controle do colesterol podem reduzir os níveis de LDL, enquanto uma alimentação inadequada e o envelhecimento podem aumentá-los. Em contrapartida, os valores de Lp(a) tendem a ser bastante estáveis ao longo da vida, o que a torna um importante marcador de risco cardiovascular futuro, mesmo que a saúde do indivíduo pareça estável no momento.
A genética também desempenha um papel crucial na quantidade de Lp(a) presente no organismo. O gene LPA é responsável por essa produção e já foi associado a um aumento no risco de doenças coronarianas. Isso leva os especialistas a acreditarem que a Lp(a) pode ser uma das principais responsáveis por condições cardíacas, que podem ser graves ao longo do tempo.
Em geral, um único exame de sangue pode ser suficiente para avaliar os níveis de Lp(a) e, consequentemente, o risco à saúde associado à sua presença. É interessante notar que as mulheres costumam apresentar concentrações mais altas de Lp(a) em comparação aos homens, além de um leve aumento durante o climatério. Embora haja divergências sobre a necessidade de um acompanhamento especial para mulheres nessa fase, a avaliação de riscos deve ser feita de forma individualizada. Fatores como histórico familiar de infartos, AVCs e outras doenças cardiovasculares, tabagismo, sedentarismo, diabetes, hipertensão e níveis de colesterol devem ser considerados na hora de decidir quais exames realizar, a frequência das consultas médicas e as possíveis mudanças no tratamento e no estilo de vida.
Além disso, a origem étnica do paciente pode influenciar os níveis de Lp(a). Por exemplo, aproximadamente 40% das pessoas de ascendência afro-americana apresentam índices elevados dessa lipoproteína. Níveis superiores a 50 mg/dL foram registrados em 20% dos descendentes de europeus e sul-asiáticos, enquanto menos de 10% das pessoas de origem do leste asiático apresentam essas concentrações. Apesar dessas observações, é importante destacar que são necessários mais estudos para entender melhor os riscos associados a diferentes grupos étnicos.
A recomendação é que o monitoramento dos níveis de Lp(a) comece a partir dos 30 anos, com uma atenção especial para pessoas com 50 anos ou mais. Essa é uma faixa etária em que o risco de complicações cardiovasculares, como infarto, derrame e trombose, aumenta significativamente. Assim, a avaliação dos níveis de Lp(a) pode ser fundamental para guiar estratégias de prevenção e tratamento, ajudando a reduzir os riscos associados a essas condições.