Alerta na Refinaria de Manguinhos: Grupo Fit Sob Investigação! Descubra os Detalhes!
Uma nova operação foi deflagrada, focando no setor de combustíveis e em instituições financeiras, com alvos no Grupo Fit, anteriormente conhecido como Refit, vinculado à refinaria de Manguinhos. As autoridades estão cumprindo mandados de busca e apreensão em 190 locais, que incluem tanto pessoas físicas quanto empresas relacionadas ao grupo.
As ações estão se concentrando principalmente no Rio de Janeiro, onde se localiza a refinaria, mas também abrangem estados como São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e o Distrito Federal. O principal objetivo da operação é proteger o sistema tributário, pois acredita-se que o Grupo Fit tem operado por anos por meio de um esquema de irregularidades, utilizando práticas como fraude aduaneira e sonegação de tributos para aumentar seus lucros.
De acordo com os investigadores, a Refit é considerada o maior devedor habitual do Brasil, com dívidas estimadas em R$ 25 bilhões. Esse status é conferido a contribuintes que não pagam impostos de forma recorrente e intencional. Recentemente, a refinaria foi interditada pela Agência Nacional do Petróleo devido a suspeitas de irregularidades em suas operações.
O empresário Ricardo Magro, proprietário do grupo, declarou em entrevistas que suas empresas não praticam a sonegação fiscal e que já está em negociação com a Fazenda sobre as dívidas. Ele questiona também a concentração de mercado da Petrobras, argumentando que isso afeta sua empresa.
Esta operação é fruto de uma colaboração entre a Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e os Comitês Interinstitucionais de Recuperação de Ativos, que atuam no combate à sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e recuperação de ativos desviados. Além das agências tributárias, a operação conta com o apoio das polícias Civil e Militar.
As autoridades acreditam que o Grupo Fit se associou a outras empresas e indivíduos para criar um esquema criminoso estruturado, que inclui holdings, offshores, instituições financeiras e fundos de investimento. As investigações revelaram que o grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em um ano, utilizando uma estrutura complexa para ocultar lucros.
Entre 2020 e 2025, estima-se que o grupo tenha importado mais de R$ 32 bilhões em combustíveis, muitas vezes utilizando práticas que envolvem a declaração falsa do conteúdo das importações para pagar menos tributos. A operação busca também coletar mais provas nas diferentes instalações das empresas suspeitas.
Em São Paulo, as autoridades têm intensificado suas ações contra o Grupo Fit, com a coordenação da Secretaria Municipal da Fazenda, que apura um esquema complexo que dificulta o recolhimento de ICMS e contribui para crimes contra a ordem econômica. O grupo tem demonstrado uma capacidade de adaptação rápida, mudando suas táticas constantemente para evitar a detecção.
A Receita Federal anunciou que já conseguiu bloquear mais de R$ 10,2 bilhões em bens dos envolvidos, incluindo imóveis e veículos. Essa operação foi nomeada “Poço de Lobato”, homenageando o primeiro poço de petróleo do Brasil, que foi perfurado em Salvador em 1939.
Os desdobramentos dessa operação são intensamente monitorados por todos os órgãos envolvidos, demonstrando um esforço conjunto para combater práticas ilícitas que afetam não apenas o setor de combustíveis, mas também o sistema financeiro e tributário do país.