Ambipar Conquista Recuperação Judicial: O Que Isso Significa para o Mercado?

A 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro aprovou, na última quinta-feira (30), o pedido de recuperação judicial do grupo Ambipar. A decisão foi proferida pela juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, que substitui o juiz natural do caso.

De acordo com a assessoria de imprensa da Ambipar, essa aprovação inicia um período legal de 180 dias, conhecido como “stay period”, durante o qual estão suspensas execuções e cobranças. O pedido de recuperação foi elaborado com a ajuda de renomados escritórios de advocacia.

Durante essa fase, a empresa irá apresentar um plano de recuperação que estabelecerá as condições e cronograma para a reestruturação necessária da companhia. A assessoria reforçou que as operações da Ambipar continuam normais, com manutenção de contratos e emprego, além do cumprimento em dia de pagamentos, sem impactar clientes, fornecedores ou parceiros comerciais.

Vale lembrar que, anteriormente, a 21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia confirmado a jurisdição da Justiça fluminense para o caso da Ambipar, desconsiderando questionamentos levantados por instituições financeiras afetadas pela situação da empresa.

A decisão inicial reconheceu que o grupo Ambipar enfrenta uma crise econômico-financeira, atribuída a problemas de gestão, especialmente relacionados ao ex-diretor financeiro João Arruda e a mudanças em contratos com o Deutsche Bank que introduziram riscos especulativos. Em sua defesa, Arruda nega as acusações e afirma que é um bode expiatório, responsabilizando outros executivos da empresa.

A juíza também destacou a necessidade da recuperação judicial para proteger a Ambipar de perdas maiores decorrentes da crise. A decisão evidenciou que a empresa tem mantido sua folha de pagamento, compromissos com fornecedores e instituições financeiras, além de honrar obrigações fiscais que totalizam cerca de R$ 500 milhões por ano.

A assessoria da Ambipar considera a decisão um avanço significativo para a reestruturação financeira do grupo, assegurando a continuidade das operações e a preservação de mais de 23 mil empregos diretos, além de implementar medidas para reequilibrar sua saúde financeira, frente a passivos que somam cerca de R$ 10,5 bilhões.

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