Bolsonaro e a ‘Abin paralela’: a polêmica manobra para ‘caçar podres’ de candidato a presidente do Vasco!

Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, uma suposta “Abin paralela” foi criada, de acordo com investigações da Polícia Federal. Essa equipe, em meio ao monitoramento de adversários do ex-presidente e de seus familiares, dedicou parte de seus recursos para investigar até candidatos a cargos em clubes de futebol, incluindo Jorge Salgado, que estava em campanha para a presidência do Vasco.

Um relatório da Polícia Federal revelou mensagens trocadas entre integrantes desse grupo. Em uma conversa em 11 de maio de 2020, um membro enviou um artigo que mencionava a candidatura de Salgado. Ele solicitou ajuda para “caçar podres” do candidato, indicando uma intenção de buscar informações comprometedoras que pudessem ser utilizadas na campanha.

O interlocutor respondeu com humor, mas o pedido gerou o início de uma investigação paralela. Embora o sistema de monitoramento de celulares conhecido como First Mile não tenha sido empregado neste caso, a equipe utilizou outras técnicas para reunir informações, como levantamentos e a criação de dossiês. Contudo, não há detalhes sobre o material que foi produzido.

Jorge Salgado acabou sendo eleito presidente do Vasco em novembro de 2020. Sua vitória foi contestada em tribunais, mas os resultados se mantiveram após diversas disputas judiciais. Sob sua gestão, o Vasco passou a ser uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Salgado deixou o cargo em 2024, sendo sucedido pelo ex-jogador Pedrinho.

Esse episódio revela como os recursos do governo foram empregados em investigações que extrapolavam questões políticas tradicionais, refletindo uma preocupação com a concorrência em diversos setores, incluindo o esportivo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back To Top