Brasil Bate Recorde: 11 Estádios com Naming Rights e Investimentos que Superam R$ 2 Bilhões!

Após um ano de reformas, a Arena Barueri, conhecida como a segunda casa do Palmeiras, será rebatizada como Arena Crefisa Barueri. A novidade marca a implementação dos naming rights do estádio, um conceito que permite que empresas adquiram o direito de nomear o espaço.

A Crefipar Participações e Empreendimentos S.A., parte do Grupo Crefisa e presidida por Leila Pereira, a atual presidente do Palmeiras, ganhou o contrato por meio de uma licitação realizada em 2023. O acordo estabelece que a empresa irá administrar a arena por 30 anos, com um investimento total que pode alcançar R$ 500 milhões ao longo desse período.

Com a nova denominação, o Brasil passa a contar com 11 estádios que têm naming rights. Esses contratos já ultrapassam a marca de R$ 2 bilhões, refletindo a crescente tendência de publicidade associada aos espaços esportivos. Os estádios que possuem acordos desse tipo incluem nomes conhecidos como o Allianz Parque, Neo Química Arena e Arena MRV.

Renê Salviano, especialista em marketing esportivo, destaca que os estádios oferecem diversas oportunidades de interação entre marcas e consumidores, seja através de mídias físicas, como telões e camarotes, ou digitais, como redes sociais. Essa conexão emocional durante eventos especiais pode resultar em experiências memoráveis para o público.

O conceito de naming rights começou no Brasil em 2005, com o primeiro acordo envolvendo o estádio do Athletico-PR. Desde então, clubes têm aprendido a explorar essa fonte de receita, especialmente nos últimos anos. São Paulo é a liderança nessa tendência, com seis estádios com acordos de naming rights, o que demonstra o potencial econômico desse modelo.

O Palmeiras foi um dos primeiros a assinar um contrato desse tipo com a Allianz em 2013. Desde então, outros clubes, como o Atlético-MG e o Corinthians, também firmaram acordos com empresas relevantes. A evolução e modernização das arenas têm sido fundamentais para aumentar a atratividade desses espaços, tornando-os não apenas locais de jogos, mas também centros de entretenimento.

Com a modernização, ir ao estádio se transformou em uma experiência mais completa, oferecendo opções como restaurantes, camarotes e shows. Isso atrai um público diversificado e eleva ainda mais a visibilidade das marcas que detêm os direitos de nomeação. Essa estratégia é uma forma eficaz de potencializar o reconhecimento da marca, beneficiando tanto os clubes quanto os patrocinadores.

O crescimento do conceito de naming rights no Brasil reflete uma mudança na percepção de como os espaços esportivos podem gerar receita e oferecer experiências inovadoras ao público. Isso demonstra que os estádios estão evoluindo para se tornarem centros multifuncionais, capturando a atenção e o interesse de diversas audiências.

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