Brasil em Foco: Justiça Argentina Põe Brasileiro na Mira Após Ataque à Cristina Kirchner!

Na Argentina, a Justiça condenou recentemente Fernando Sabag Montiel a dez anos de prisão e Brenda Uliarte a oito anos, devido à tentativa de assassinato da ex-presidente Cristina Kirchner, ocorrida na noite de 1º de setembro de 2022. Sabag Montiel já havia uma condenação anterior por posse e distribuição de material associado a abuso de menores, somando ao todo 14 anos de pena.

Antes da sentença, ele alegou que o caso era repleto de irregularidades, afirmando que “este caso foi armado” e que uma arma foi plantada. Por outro lado, Uliarte optou por não se manifestar durante o julgamento. O tribunal anunciará os fundamentos da decisão em 9 de dezembro.

No dia do atentado, Sabag Montiel, de 38 anos, misturou-se a apoiadores de Cristina Kirchner em Buenos Aires. Enquanto ela tirava fotos e autografava livros, ele disparou duas vezes, com a arma a apenas 15 centímetros do rosto dela, mas as balas não foram disparadas. Ele, que possui nacionalidade brasileira e argentina, estava portando uma pistola com cinco balas.

Sabag Montiel e Uliarte enfrentaram acusações de tentativa de homicídio qualificado. A promotoria considerou o crime agravado pela intenção dolosa, pela violência política e pelo uso de arma de fogo. O pedido do Ministério Público era para que ele fosse condenado a 15 anos, enquanto a namorada ficasse com 14 anos de pena. Durante o processo, Sabag Montiel afirmou que sua ação foi um “ato de justiça”.

Imagens de câmaras de segurança mostraram o casal em eventos de apoio a Cristina, vendendo algodão-doce. A tentativa de homicídio lembrava a violência política que, segundo muitos, estava superada desde o período da ditadura civil-militar na Argentina. O ataque gerou um forte movimento de apoio à ex-presidente.

Entre os poucos políticos que não condenaram publicamente o atentado estavam Javier Milei, que ainda não era presidente, e a atual ministra da Segurança Pública, Patricia Bullrich.

Sabag Montiel nasceu em 1987 no Brasil e vive na Argentina desde 1993. Sua mãe é argentina e seu pai, um chileno, já teve questões legais com a Polícia Federal brasileira.

O ataque ocorreu em meio ao início de um julgamento contra Kirchner por corrupção. Ela foi condenada em 2022, e a Suprema Corte confirmou a condenação em 2025. Atualmente, a ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Buenos Aires, em um local diferente de onde a tentativa de assassinato aconteceu.

Não houve acusações contra um terceiro suspeito, Nicolás Carrizo, por falta de evidências que o ligassem ao plano. Durante o julgamento, advogados de Kirchner solicitaram uma investigação sobre possíveis financiadores do atentado, mas o pedido foi negado. A ex-presidente expressou preocupação sobre sua segurança, afirmando que sentia uma “perseguição política” em curso.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back To Top