Chocante! Ex-assessor de Bolsonaro é Detido por Ordem de Moraes!

Ministro do STF Abre Inquérito contra Advogado em Caso de Mauro Cid

O ex-assessor de Jair Bolsonaro, Marcelo Costa Câmara, foi preso na quarta-feira (18 de junho de 2025), após descumprir medidas cautelares que permitiram sua liberdade em maio de 2024. A prisão foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e é baseada em investigações sobre suas ações nas redes sociais e comunicações com outros investigados.

De acordo com Moraes, Câmara, que é coronel do Exército, utilizou plataformas digitais para se comunicar com outros envolvidos em investigações. Seu advogado, Eduardo Kuntz, confirmou ter trocado mensagens com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, a respeito de um acordo de colaboração premiada, sugerindo que essa conversa tinha como objetivo contestar a validade do depoimento de Cid.

O ministro também ordenou a abertura de um inquérito para investigar a conduta de Câmara e de seu advogado, visando possíveis tentativas de obstrução da justiça. Ambos terão que prestar depoimento à Polícia Federal (PF) em até 15 dias.

Contexto da Prisão de Marcelo Câmara

Marcelo Câmara é réu de um processo por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, sendo acusado de integrar uma organização criminosa que tentou impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi detido em uma operação chamada Contragolpe em janeiro de 2024, mas foi libertado sob certas condições no mês seguinte.

Na segunda-feira (16 de junho), Kuntz apresentou a defesa prévia de Câmara ao STF, solicitando a anulação do acordo de delação de Mauro Cid, alegando que este não foi feito de forma voluntária. O advogado revelou que Cid o contatou através de um perfil no Instagram, o que inicialmente pareceu um pedido para trocar a defesa.

Discussões Sobre a Delação de Cid

Kuntz mencionou que as conversas entre ele e Cid estavam focadas em discutir a legalidade do procedimento de delação, investigando se o processo ocorreu sob pressão ou se as declarações foram espontâneas. A defesa argumentou que não houve voluntariedade na delação de Cid e pediu que as evidências obtidas a partir desse acordo fossem desconsideradas.

Além disso, o advogado se encontrou com Cid em uma Hípica em Brasília, onde discutiram as investigações e o acordo de delação por cerca de duas horas. Durante os contatos, a defesa tentou assegurar que as informações obtidas eram em prol dos interesses de Câmara, embora, segundo Moraes, Kuntz teria ultrapassado suas funções legais como advogado.

O relator apontou que as condutas sugeridas indicam tentativas de obter informações sigilosas relacionadas ao acordo de delação por meio de mensagens e encontros durante o período da prisão de Câmara.

Controvérsias em Torno da Delação

A defesa de Jair Bolsonaro também solicitou a anulação do acordo de delação de Mauro Cid, com base em mensagens trocadas que, segundo eles, indicariam que Cid mentiu durante seu depoimento ao STF. A contestação foi negada por Moraes, que não encontrou fundamentos para a rescisão do acordo.

O debate em torno da delação de Cid tem gerado grande repercussão, dado que as mensagens revelariam comprometimentos do delator, conforme relatado em uma reportagem de revista. As conversas podem ter implicações significativas em outras investigações em andamento.

Assim, a situação continua a se desenrolar, com a expectativa de novos desdobramentos legais nos próximos dias. A continuidade deste caso repercute amplamente no cenário político, trazendo à tona questões cruciais sobre justiça, legalidade e os limites do direito de defesa.

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