Como Estar Sempre Alerta Pode Te Deixar Exausto: Descubra a Verdade!

Eu “desarmei” e percebi como meu corpo está sempre em estado de alerta.

Para quem me conhece, sabe que sou jornalista, professora e pesquisadora, além de atuar como consultora em comunicação consciente e culturas organizacionais voltadas para o cuidado, bem-estar e saúde mental.

Quando falo sobre o projeto Desacelera e compartilho minhas pesquisas sobre a relação entre tempo e a aceleração da vida, frequentemente sou questionada: “Como você consegue ter uma vida desacelerada?”.

Costumo responder com um sorriso que, na verdade, não tenho uma vida desacelerada. Viver de forma mais lenta neste mundo acelerado é, infelizmente, um privilégio. O descanso ainda não é um direito garantido, especialmente para aqueles que trabalham formalmente e cuidam de outras pessoas.

Tornei-me parte do movimento slow em São Paulo e no Brasil, buscando essa forma de viver. No meu caso, essa busca é contínua e se reflete em escolhas diárias, atitudes e a construção de laços afetivos. O poder de fazer essas escolhas é, por si só, um privilégio que reconheço e utilizo para apoiar o que acredito.

Minha rotina é intensa. Desde março, por razões pessoais, tenho dedicado mais tempo aos cuidados com minha mãe, o que me colocou em um estado constante de prontidão. Isso influenciou até a maneira como reagi a mensagens de amigos; muitas vezes, não consigo enxergar gestos de carinho como realmente são.

A vida é cheia de nuances, e mesmo no meio da agitação, continuo buscando uma forma de desacelerar. É uma jornada que envolve atenção plena e a escolha consciente de como passar meu tempo, priorizando o que realmente importa.

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