Descubra os Segredos de ‘A Voz de 40 Graus de Febre’ – Uma Obra Imperdível de Ruy Castro!
Iris Lettieri, que faleceu em 28 de agosto de 2025, aos 84 anos, deixou uma marca indelével na memória de muitos brasileiros e turistas que passavam pelo Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão. A locutora, que teve uma breve carreira como apresentadora de televisão antes de se unir à Infraero em 1976, tornou-se uma figura icônica ao anunciar chegadas e partidas de voos, conquistando o título de “a voz do Galeão”.
Por trás dessa voz cativante, havia uma mulher encantadora e carismática, cuja presença era sentida mesmo sem ser vista. Sua entonação única e a maneira como pronunciava os nomes dos destinos faziam com que, ao ouvir “Varig… Vôo 276… Para Cuiabá… Embarque… Portão cinco…”, os passageiros desejassem embarcar em qualquer um dos voos, só para vivenciar o momento de estar sob sua “capa” sonora.
Os anos 60 foram testemunhas do seu talento, quando Iris se destacou em transmissões da TV Tupi e em anúncios de óculos. Porém, muitos não associavam sua figura à sua voz famosa. O mistério que a cercava contribuía para a magia que sua locução transmitia.
Na vida cotidiana, Iris era uma mulher simples em sua aparência, destacando-se pela beleza, mas sem o mesmo impacto que sua voz provocava. Ela nunca usava o timbre marcante que a tornava quase etérea, optando por uma fala mais suave e natural. Pequena de estatura, com 1,60m, as reações das pessoas ao a conhecer eram misturas de surpresa e admiração, revelando como a voz podia transcender a imagem.
Em uma conversa pessoal, Iris comentou sobre sua técnica de locução, que envolvia a gravação de palavras isoladas, que depois eram editadas para serem utilizadas em vários aeroportos, não se limitando apenas ao Galeão. Assim, ela se tornou uma voz familiar em diversas cidades do Brasil, ampliando sua influência e alcançando um público ainda maior.
O legado de Iris Lettieri é mais do que um conjunto de anúncios sobre horários de voos; é uma memória afetiva para muitos, uma voz que trouxe conforto e familiaridade em um ambiente frequentemente associado a despedidas e reencontros. Sua presença, mesmo que à distância, permanece viva no imaginário de todos que tiveram o prazer de ouvir seu timbre inconfundível.