Descubra Quem São os Misteriosos Proprietários do Restaurante que Sofreu um Desabamento!
Desde 8 de outubro, um trágico acidente no restaurante Jamile, localizado no Bixiga, em São Paulo, levanta questionamentos sobre a responsabilidade de seus proprietários. O desabamento do mezanino resultou na morte da cozinheira Suênia Maria Tomé Bezerra e feriu outras oito pessoas, colocando em evidência a busca por respostas sobre quem responde pelo local.
A ausência de declarações dos supostos donos tem gerado incertezas. Embora o chef Henrique Fogaça, conhecido por suas participações em programas de culinária, tenha sido inicialmente identificado como sócio, sua assessoria esclareceu que ele nunca esteve diretamente envolvido na administração do restaurante. Outros nomes associados, como Anuar Tacach e Alberto Hiar, também não se manifestaram após o incidente.
De acordo com especialistas em legislação, quando ocorrem acidentes graves com fatalidades, os proprietários do espaço são os primeiros a serem responsabilizados. Isso se deve ao fato de que esses eventos desencadeiam implicações jurídicas significativas, abrangendo esferas trabalhistas, civis e penais.
Pesquisas realizadas na Junta Comercial de São Paulo e na prefeitura revelaram que o Jamile, inaugurado em 2015, é registrado apenas sob os nomes de duas sócias, Viviane Esteque e Mislaine Monteiro Silva. A possível utilização de “laranjas” — indivíduos que figuram formalmente como proprietários para evitar responsabilidades — levanta preocupações sobre a transparência nas relações comerciais.
Fogaça, Tacach e Hiar foram nomeados repetidamente na mídia como proprietários, em grande parte devido à reputação de Fogaça. Sua assinatura no menu e sua imagem conectada ao restaurante contribuíram para essa confusão. Após o acidente, a análise mais detalhada sobre a estrutura de propriedade do Jamile desvendou que Fogaça e os outros empresários não tinham vínculo jurídico com o espaço.
O restaurante, originalmente registrado como Tredici Bar e Restaurante em 2012, tinha como sócia três indivíduos, incluindo Viviane Esteque. Em 2013, ela se tornou a única sócia e continua a ser a administradora. Por outro lado, Hiar e Tacach nunca foram oficialmente sócios. Além disso, desde 2019, o Jamile opera sob a razão social “Studio Bar e Restaurante”, com Mislaine Monteiro como a única responsável legal.
As consequências legais para os proprietários e administradores podem ser severas, especialmente se for provada negligência na segurança do ambiente. O Código Penal prevê punições para crimes culposos que resultem em mortes, tornando crucial a identificação correta dos responsáveis.
Mislaine Monteiro, cuja vida familiar é simples, despertou a curiosidade da mídia após ser identificada como sócia. Sua mãe foi contatada e expressou indignação diante da associação da filha ao restaurante, afirmando que Mislaine nunca trabalhou lá ou esteve envolvida nas operações.
A perícia realizada no Jamile revelou uma provável falha estrutural relacionada a uma solda inadequada. A subprefeitura da Sé informou que o estabelecimento possuía a licença de funcionamento atualizada, mas especialistas em planejamento urbano questionaram a autorização de reformas anteriores.
Esses acontecimentos evidenciam a complexidade por trás da administração de restaurantes e a responsabilidade que vem com cada operação. A situação do Jamile serve como um alerta sobre a importância de clareza nas relações comerciais e a necessidade de garantir a segurança nos ambientes de trabalho. As investigações continuam, e as próximas etapas determinarão as responsabilidades e potenciais penalidades para aqueles envolvidos.