Desemprego despenca para 5,6% em julho! Descubra o que impulsionou essa queda histórica!
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em julho, atingindo o menor nível desde o início da série histórica, em 2012. Esse resultado superou as expectativas de analistas, que projetavam uma taxa de 5,7%. Em abril, a taxa estava em 6,6%.
Esses dados foram divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O aumento no número de vagas de trabalho reflete um mercado de trabalho aquecido. A população ocupada, que representa o total de trabalhadores do país, alcançou 102,4 milhões. O emprego formal, com carteira assinada, também atingiu um recorde, com 39,1 milhões de pessoas.
O número de trabalhadores autônomos também subiu para 25,9 milhões, com um aumento de 1,9% em relação ao trimestre anterior. O total de pessoas desempregadas caiu para 6,1 milhões, o menor número desde 2013.
Para especialistas, esses resultados demonstram um mercado de trabalho mais ativo, com crescimento na ocupação e redução da subutilização da mão de obra. Além disso, o rendimento médio mensal aumentou para R$ 3.484, refletindo um crescimento tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao mesmo período do ano passado. A massa de rendimento real, que soma as remunerações de todos os trabalhadores, atingiu a marca histórica de R$ 352,3 bilhões.
O número de desalentados, ou seja, aqueles que desistiram de procurar emprego, caiu para 2,7 milhões, representando uma redução de 11% em relação ao trimestre anterior e de 15% se comparado ao ano passado. Esses dados sugerem que as pessoas que saem do status de desocupadas realmente estão conseguindo entrar no mercado de trabalho.
O aumento na ocupação foi impulsionado principalmente por setores como:
1. Administração pública, defesa e serviços sociais: aumento de 2,8%, com 522 mil novas vagas.
2. Agricultura, pecuária e pesca: aumento de 2,7%, com 206 mil novas vagas.
3. Informática, comunicação e serviços financeiros: aumento de 2%, com 260 mil novas vagas.
Apesar dos avanços, a população fora da força de trabalho ficou em 65,6 milhões, mostrando estabilidade. A taxa de informalidade é de 37,8%, levemente inferior à registrada no trimestre anterior e ao mesmo período do ano passado. Porém, o total de trabalhadores sem carteira de trabalho teve um pequeno aumento.
Os analistas ressaltam que, embora tenha havido um crescimento marginal na informalidade, a ocupação formal continua a se expandir, o que é um sinal positivo para o mercado de trabalho.