Erika Hilton Solicita Investigação do MPT sobre Polêmica de Demissões no Itaú!

Investigação sobre Demissões em Massa no Itaú Unibanco

A deputada federal Erika Hilton protocolou um requerimento junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) visando investigar o Itaú Unibanco. O banco demitiu mais de 1.000 funcionários em regime de trabalho remoto e justificou os desligamentos com alegações de "quebra de confiança" e baixa produtividade.

De acordo com o banco, a média de desempenho no trabalho remoto deve ser de 75%. No entanto, os funcionários desligados apresentaram índices de produtividade entre 27% e 37%, enquanto seus colegas mantinham uma média acima de 70%.

Em suas declarações, Hilton destacou que muitos dos demitidos relatam ter cumprido jornadas extenuantes, algumas vezes trabalhando mais de uma semana consecutiva, sem descanso ou até mesmo pausas para refeições. Ela questionou as métricas de monitoramento de produtividade utilizadas pela instituição, afirmando que a empresa não apresentou informações claras sobre como essa produtividade foi avaliada.

O Itaú, por sua vez, defende que o monitoramento de funcionários está alinhado a políticas internas e não é limitado a cliques no mouse ou uso do teclado. A empresa afirma que considera diversas atividades, como videochamadas e participação em cursos, em sua avaliação da produtividade.

Hilton pediu ao MPT que investigasse as condições de trabalho em todas as modalidades de emprego do Itaú, não se limitando ao home office. O foco da investigação é compreender os relatos de jornadas excessivas e a falta de descanso adequado, que podem impactar a saúde física e mental dos colaboradores.

A deputada criticou as declarações do banco que, segundo ela, culpabilizam os funcionários pelas demissões e sugere que isso pode prejudicar futuras oportunidades de trabalho para aqueles que foram desligados. Hilton enfatizou que é inaceitável que um banco explore seus trabalhadores e os trate de maneira desleal.

Além disso, a deputada argumentou que o trabalho remoto proporciona maior autonomia aos funcionários, permitindo que se dediquem a qualificações profissionais sem as limitações impostas pelo tempo de deslocamento. Este formato de trabalho pode ajudar a prevenir situações de assédio e a atribuição de funções irregulares.

Na mesma data, a Comissão Organizadora de Empregados (COE) do Itaú se reuniu com representantes da empresa para discutir as demissões em massa e reivindicar a reversão da medida, que consideram um tipo de "assédio digital", já que os funcionários não tiveram oportunidade de se manifestar ou defender-se.

Em uma nota oficial, o Itaú Unibanco reafirmou a motivação para as demissões, alegando que a decisão não foi baseada em métricas de produtividade individuais, mas na não conformidade com a jornada de trabalho estipulada para o regime remoto. O banco também destacou que essa avaliação foi resultado de meses de análise.

Essa situação levanta questões importantes sobre as condições de trabalho e a relação entre empregador e empregado, especialmente em um contexto em que o trabalho remoto tem se tornado cada vez mais comum. O desfecho dessa investigação pode ser crucial para definir práticas trabalhistas e o bem-estar dos funcionários no setor bancário e em outras áreas que adotam o trabalho remoto.

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