Os bastidores do São Paulo FC estão agitados mesmo após a classificação do time para as quartas de final da Libertadores. Antes do jogo decisivo contra o Atlético Nacional, uma mensagem vazada causou alvoroço entre os diretores do clube.
Após o empate em 2 a 2 contra o Sport, o diretor de comunicação, José Eduardo Martins, compartilhou por engano uma mensagem em um grupo de WhatsApp destinado à imprensa. Nela, ele afirmava que o clube argentino Boca Juniors havia oferecido o atacante Henrique Carmo em um empréstimo gratuito, mas que o presidente do São Paulo, Carlos Belmonte, havia decidido não aceitar.
Henrique, que é oriundo das categorias de base do São Paulo, teve um papel importante na partida recente, contribuindo para o empate mesmo quando o time estava em desvantagem. A referência a Belmonte como “Boca” foi um apelido jocoso, criado por parte da torcida e que foi utilizado na mensagem de forma leviana.
Diante da iminência da partida crucial na Libertadores, a diretoria do São Paulo tentou minimizar a situação para evitar distrações internas que pudessem afetar o desempenho do time. José Eduardo assegurou que a mensagem não teve intenção maliciosa e foi apenas uma brincadeira entre colegas.
Embora Belmonte tenha se sentido incomodado com o episódio, ele optou por não agravar a situação, reconhecendo que se tratava de uma piada inadequada. No entanto, as implicações políticas da mensagem vazada não podem ser ignoradas, especialmente com as eleições presidenciais do clube se aproximando.
Atualmente, Julio Casares, presidente do São Paulo, está em seu último ano de mandato, e as eleições em 2026 determinarão seu sucessor. Belmonte é considerado um dos principais candidatos, mas rumores indicam que Casares pode estar apoiando outra pessoa para a presidência, aumentando a tensão nos bastidores.
Casares conquistou a presidência em 2020 com o apoio de vários grupos políticos, e a relação com Belmonte foi fundamental nesse processo. A falta de apoio público de Casares para Belmonte como sucessor torna a situação ainda mais delicada, insinuando possíveis estratégias para enfraquecer a posição do diretor de futebol.
Enquanto os corredores do clube permanecem fervilhando, há um esforço consciente para proteger o time do impacto de conflitos internos. A prioridade é manter o ambiente do CT da Barra Funda harmonioso, permitindo que o elenco, sob a liderança de Hernán Crespo, foque totalmente na competição. Contudo, é claro que as movimentações políticas para as eleições de 2026 já estão em andamento, o que pode afetar o futuro do clube.
O cenário é tenso, mas a expectativa é que a equipe mantenha o foco nos próximos desafios em campo.