A Justiça de São Paulo determinou a restrição judicial do camarote nº 57 do Estádio Vila Belmiro, em São Santos, devido a suspeitas de fraude em um processo movido contra João Miguel Kodja Neto, ex-presidente do clube. Esta ação, iniciada em março de 2019 pela Direção S/A – Crédito, Financiamento e Investimento, levanta preocupações sobre uma possível transferência irregular do camarote para seu parente, Pedro Kodja Barbosa, durante o andamento da ação judicial.
As suspeitas foram reforçadas por uma decisão anterior do mesmo juiz, que já havia considerado fraudulenta uma outra transferência feita pelo ex-presidente, relacionada à cadeira cativa nº 55, também para o parente mencionado. Diante disso, o juiz emitiu uma liminar que proíbe o Santos de realizar qualquer nova transferência ou alteração na titularidade do camarote nº 57 e de outros bens atrelados aos nomes de João Miguel Kodja Neto ou Pedro Kodja Barbosa.
Agora, o Santos FC tem um prazo de 15 dias para apresentar informações detalhadas sobre todas as transações que envolveram o camarote desde o início do processo, além de identificar o atual titular e fornecer seus dados cadastrais. Essa medida busca garantir a transparentização das operações envolvendo os bens associados ao ex-presidente e assegurar que quaisquer irregularidades sejam devidamente investigadas.
A restrição é uma etapa importante no processo legal, que visa a proteção dos interesses financeiros da instituição e a responsabilização adequada dos envolvidos em possíveis fraudes.