Sebastião Tomé Gomes, pai do jogador Felipe Anderson, atuante no Palmeiras, foi condenado a 14 anos de prisão por envolvimento em um duplo homicídio ocorrido em 2015. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri em Santana Maria, no Distrito Federal.
O crime, que resultou na morte de Bruno Santos da Silva, de 30 anos, e Noeme Caldeira Gomes, de 61, aconteceu em janeiro daquele ano e foi motivado por um suposto triângulo amoroso envolvendo Sebastião. Segundo as informações, ele teria se manifestado ciumento em relação a uma relação entre Bruno e Salmeriza Alves Pugas. Testemunhas relataram que Salmeriza mantinha um relacionamento com os dois homens ao mesmo tempo.
Conforme a acusação, Sebastião agiu impulsivamente, colidindo seu veículo contra a motocicleta de Bruno. Após o impacto, Bruno não resistiu e morreu. Em seguida, o carro invadiu a casa de Noeme, resultando também em sua morte.
Horas antes do trágico incidente, Salmeriza teria alertado Sebastião sobre as ameaças que Bruno fazia a ela. Apesar de pedir ajuda, Sebastião respondeu que poderia resolver a situação de outra maneira. Em mensagens posteriores ao crime, ele teria afirmado ter efetuado o ato violento.
Após o ocorrido, Sebastião foi detido, mas liberado depois de quatro dias, permanecendo em liberdade até a condenação. Ele sempre alegou que o atropelamento foi acidental, justificando que a pista possuía uma bifurcação que dificultava o controle do veículo.
Felipe Anderson, o filho de Sebastião, decidiu não comentar publicamente sobre o caso na época do incidente. O jogador, que atualmente defende o Palmeiras, já atuou por outras equipes, como Lazio, Porto e West Ham, e tem uma trajetória marcante na Seleção Brasileira em várias categorias.
Este trágico episódio destaca as complexidades que situações pessoais podem acarretar, e, por ora, Felipe Anderson mantém uma postura respeitosa e silenciosa frente ao desdobramento desse caso envolvendo seu pai.