Funcionário Público Revela 17 Ataques a Ônibus em SP: O que Estava Por Trás de Tudo?
Na tarde de terça-feira, 22 de outubro, a Polícia Civil de São Paulo realizou uma coletiva de imprensa para compartilhar informações sobre uma série de ataques a ônibus na capital paulista e em outras cidades, como São Bernardo do Campo. O principal suspeito, Edson Aparecido Campolongo, funcionário da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) há 30 anos, teria confessado ser o responsável por pelo menos 17 desses incidentes.
Campolongo, que também atua como motorista do chefe de gabinete da CDHU, alegou que seus ataques foram motivados por um desejo de “consertar o Brasil”. Durante a investigação, ele identificou seu irmão como cúmplice e, consequentemente, a polícia solicitou a prisão preventiva de ambos à Justiça.
Um dos ataques mais notórios ocorreu em São Paulo, na Avenida Jorge João Saad, onde uma criança ficou ferida devido a estilhaços. A polícia encontrou na residência de Campolongo diversos objetos utilizados nos atos de vandalismo, incluindo estilingues, bolinhas de gude e até coquetéis molotov.
Apesar da explicação dada pelo suspeito, a polícia investiga se essa narrativa pode ser apenas uma tentativa de justificar suas ações. O material apreendido, incluindo os celulares de Campolongo e de seu irmão, está sendo analisado, e as investigações continuam.
Até o momento, os ataques a ônibus têm sido bastante variados, somando mais de 800 ocorrências em todo o estado. A polícia acredita que muitos desses ataques podem ser resultado de um “efeito manada”, em vez de uma ação coordenada. No entanto, outras linhas de investigação, que incluem possíveis disputas entre sindicatos e o envolvimento de empresas de ônibus, estão sendo exploradas.
De acordo com as autoridades, 22 pessoas foram detidas até agora, incluindo oito adolescentes e uma criança. A situação continua a ser monitorada de perto, com a polícia empenhada em esclarecer todos os detalhes desses crimes e garantir a segurança da população.