Furacão de Vento a 340 km/h: O Primeiro Tornado EF5 nos EUA em Uma Década!
Em um relatório divulgado nesta segunda-feira, o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS) anunciou uma atualização significativa sobre um tornado que ocorreu em junho na cidade de Enderlin, Dakota do Norte. O fenômeno foi reclassificado como EF-5, o nível mais alto na escala de intensidade de tornados, marcando a primeira ocorrência desse tipo nos EUA desde 2013.
O tornado que atingiu Enderlin em 20 de junho causou danos devastadores. A análise do NWS, que incluiu avaliações em campo e consultas com especialistas, revelou que os ventos foram superiores a 210 mph (cerca de 338 km/h). Essa intensidade foi corroborada por eventos como o descarrilamento de um trem ao sul da cidade, onde vários vagões de grãos foram tombados e tanques metálicos foram lançados a distâncias impressionantes.
Os danos foram severos: uma propriedade rural na rodovia 46 teve sua fundação praticamente destruída, e árvores nas proximidades foram arrancadas com as raízes. Na área ao longo do rio Maple, a devastação foi generalizada, com vegetação reduzida a troncos.
Com um percurso de 12,1 milhas (19,5 km) e largura máxima de 1,05 milha (1,7 km), o tornado de Enderlin se destaca pela sua gravidade. A colaboração de especialistas, incluindo pesquisadores do Northern Tornadoes Project, foi fundamental para a reavaliação técnica do evento.
Tragicamente, o tornado resultou na morte de três pessoas na região rural de Enderlin, sendo a maior quantidade de óbitos causados por um tornado na Dakota do Norte em quase cinco décadas. Historicamente, o estado registra cerca de 23 tornados por ano, mas perdas de vidas são raras.
A última vez que três ou mais pessoas perderam a vida em um tornado no estado foi em 1978, quando um evento da categoria F4 acabou com a vida de cinco pessoas em Elgin. Desde então, apenas quatro tornados causaram fatalities, cada um com uma única vítima.
A magnitude e a gravidade do tornado em Enderlin ressaltam não apenas a força da natureza, mas também a importância de estar preparado para esses eventos climáticos extremos, que, embora raros, podem ter consequências devastadoras.