Governador de MT Solta o Verbo contra Eduardo Bolsonaro: ‘Enlouqueceu e Só Fala Bobagem!’
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, fez duras críticas ao deputado Eduardo Bolsonaro, que atualmente reside nos Estados Unidos. Mendes se mostrou inconformado com a declaração de Eduardo, que havia denominado o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de “candidato do sistema” e sugerido que ele era apoiado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Segundo Mendes, Eduardo surgiu com “bobagens” e “abobrinhas” ao comentar a situação política do Brasil a partir de uma visão distante. Ele reprovou a defesa que Eduardo fez de uma política de tarifas inspirada em Donald Trump, considerando-a um erro. Mendes reafirmou seu respeito por Jair Bolsonaro, mas criticou a postura do filho, dizendo que Eduardo deveria aproveitar seu tempo de forma mais construtiva.
Eduardo, por sua vez, expôs suas opiniões durante uma transmissão ao vivo de 37 minutos, onde acusou Tarcísio de ser um aliado de figuras da chamada “terceira via”, que busca uma alternativa ao ex-presidente Lula, unindo forças de diferentes setores, como o centrão e a mídia. Ele também se envolveu em uma disputa com a deputada Ana Campagnolo, que se opôs ao lançamento da candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina.
Em seus comentários, Eduardo afirmou que Tarcísio é o “candidato do sistema” e está alinhado com interesses que não representam a sua visão política. As declarações de Eduardo revelaram uma fragmentação nas bases de apoio da ultradireita, onde ele se mostra cada vez mais isolado.
Mais tarde, Eduardo concordou com Zé Dirceu, um ex-ministro petista, sobre a importância das eleições de 2026. Ele destacou que as duas vertentes políticas, a esquerda e a direita, precisam coordenar suas alianças e estratégias, contrastando a forma como políticos de sua própria base se opõem a essa necessidade.
O discurso de Eduardo ressoou entre seus apoiadores mais extremistas, que também questionaram a ausência de uma reação unificada da direita. Assim, a rivalidade interna na política brasileira se intensifica, destacando as divisões entre diferentes correntes do bolsonarismo e as críticas que circulam entre seus integrantes.