Grupo de Sócios Exige Investigação de Conflito de Interesses no Vasco Após Silêncio de Alan Belaciano!

Um grupo de aproximadamente 100 sócios do Vasco enviou uma solicitação ao presidente Pedrinho e aos dirigentes do clube, incluindo o CEO Carlos Amodeo, pedindo esclarecimentos sobre um possível conflito de interesses e a gestão do presidente da Assembleia Geral, Alan Belaciano. Essa mobilização, que teve início em janeiro, foi retomada após 100 dias sem resposta sobre a transparência da atuação de Belaciano nas negociações com credores trabalhistas relacionadas à recuperação judicial do clube.

Em janeiro, João Riche, presidente do Conselho Deliberativo, havia dado a Belaciano um prazo de 15 dias para apresentar explicações, seguido por uma prorrogação de mais 30 dias. Desde então, já se passaram 115 dias, e a expectativa dos sócios por respostas persiste.

Nos ofícios enviados, sete conselheiros e um suplente, o ex-médico do Vasco Clóvis Munhoz, assinam o pedido, que clama por uma comissão de inquérito para investigar as ações de Belaciano. O documento levanta preocupações sobre a possibilidade de ele ter atuado em interesses conflitantes, representando credores em ações judiciais contra o clube e, ao mesmo tempo, participando das negociações em nome do Vasco. Essa situação, se confirmada, poderia caracterizar um grave conflito de interesses, comprometendo a lealdade e a gestão patrimonial do clube.

O presidente do Conselho, João Riche, já havia aberto comissões de inquérito para investigar a gestão anterior, mas até agora não houve relatórios apresentando os resultados das apurações.

Um dos ofícios também questiona Pedrinho sobre sua declaração sobre Belaciano e pede informações formais relacionadas ao afastamento de casos de credores. A solicitação inclui uma análise comparativa dos descontos concedidos aos credores e a procuração dada a Belaciano para negociar em nome do clube.

O movimento dos sócios começou a partir de uma comparação realizada pelo sócio José Américo, que avaliou o plano de pagamento do Vasco em relação a outros clubes. A análise sugere que, sem descontos, o Vasco poderia economizar cerca de R$ 144 milhões no pagamento de dívidas trabalhistas. Atuais estimativas do clube colocam a economia em R$ 100 milhões.

Além disso, foi identificado que Alan Belaciano participou de 80% das audiências de processos trabalhistas de ex-clientes, o que levanta ainda mais questionamentos sobre sua atuação no cargo.

Recentemente, o clube apresentou um plano para o pagamento dessas dívidas à justiça, propondo limites e destinação de porcentagens de receitas extraordinárias para quitação, ao longo de um período de 10 anos, mas sem oferecer descontos significativos para a maioria dos credores.

A situação continua sendo um foco de atenção para os sócios, que buscam garantir maior transparência na administração do Vasco.

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