Indústria Gera Surpreendentes 910 Mil Novos Empregos em Apenas Quatro Anos!
A indústria brasileira teve um desempenho notável entre 2019 e 2023, criando cerca de 910,9 mil novas vagas de emprego. Esse aumento de 12% traz o total de trabalhadores no setor para aproximadamente 8,5 milhões, distribuídos em 376,7 mil empresas. Esses dados foram revelados em uma pesquisa recente realizada por um instituto nacional de estatísticas.
Este crescimento já é observado há quatro anos consecutivos, sendo o maior número de empregos na indústria desde 2015, quando se registraram 8,1 milhões de trabalhadores. Entretanto, é importante notar que, em comparação a 2014, houve uma queda de 3,1%, resultando em 272,8 mil postos de trabalho a menos ao longo de uma década.
A pesquisa aponta que o setor de alimentos se destaca como o principal motor da criação de empregos na indústria. Entre 2019 e 2023, a fabricação de produtos alimentícios aumentou em 373,8 mil trabalhadores, totalizando 2 milhões de empregos nessa área. Isso representa quase 24% da mão de obra na indústria brasileira.
Um especialista em análise de dados ressaltou que o desempenho do setor alimentício pode ser explicado por diversos motivos, incluindo uma melhora nas expectativas de consumo. A crescente demanda interna e internacional por produtos brasileiros também pode ter contribuído para esse crescimento.
Entre os 29 setores analisados, apenas dois registraram uma queda de empregos: a fabricação de coque e produtos derivados do petróleo, que perdeu 106,2 mil postos, e a impressão e reprodução de gravações, que viu uma redução de 3 mil empregos.
Os dados revelam que as empresas da indústria têm, em média, 23 trabalhadores. Contudo, essa média varia significativamente, especialmente entre os setores extrativistas, que incluem a exploração de petróleo e mineração. Por exemplo, a fabricação de coque e derivados do petróleo possui uma média de 436 trabalhadores por empresa, enquanto a extração de minerais metálicos conta com uma média de 262 postos.
Quanto à remuneração, o salário médio na indústria gira em torno de 3,1 salários mínimos, um valor que se mantém estável desde 2019, embora abaixo do patamar de 2014, que era de 3,5 salários mínimos. É importante considerar que esses valores não são ajustados pela inflação, portanto, a comparação deve ser feita com cautela, já que também refletem as alterações no salário mínimo ao longo dos anos.
Em termos de receita, as indústrias brasileiras alcançaram R$ 6,45 trilhões em vendas líquidas em 2023, com 67,9% desse total vindo de empresas com 500 ou mais funcionários. A contribuição da indústria para o Produto Interno Bruto (PIB) é significativa, com um valor de transformação industrial estimado em R$ 2,4 bilhões.
Analisando a contribuição para o PIB por setores, a fabricação de alimentos se destaca, enquanto a produção de veículos tem perdido participação ao longo do tempo. Nos últimos dez anos, a participação da extração de petróleo e gás natural cresceu de 6% para 11,5%, subindo de quinta para segunda posição no ranking, enquanto a fabricação de veículos caiu de 7,5% para 5,7%.
A Região Sudeste do Brasil continua a ser a mais forte em termos de valor de transformação industrial, respondendo por 60,9% desse valor, com São Paulo liderando nesse contexto. De cada R$ 3 que a indústria brasileira contribui para o PIB, aproximadamente R$ 1 vem do estado de São Paulo.
Um panorama mais recente, referente ao último ano, mostra que o setor industrial cresceu 2,4% em várias localidades, com destaque para o Pará, que teve um crescimento de 9%. Por outro lado, alguns estados apresentaram quedas, como o Rio Grande do Norte e o Espírito Santo.
Recentemente, foram anunciados investimentos de R$ 10 bilhões para apoiar empresas na Região Nordeste, com o objetivo de promover novos projetos e impulsionar o desenvolvimento econômico local.
Esses dados ilustram um período de recuperação e crescimento na indústria brasileira, com especial atenção para os setores alimentícios e extrativistas que têm mostrado resiliência e potencial de expansão.