Itaú Faz Corte Surpresa: Mil Empregos em Risco por Produtividade no Home Office!
Cerca de mil funcionários do Itaú Unibanco foram demitidos recentemente, segundo informações do Sindicato dos Bancários. As dispensas ocorreram em várias áreas, sendo justificadas pela incompatibilidade entre a marcação de ponto e as atividades registradas durante o trabalho remoto.
O banco alegou que as horas realmente trabalhadas eram inferiores às que estavam registradas. Embora não tenha confirmado o número de demissões, o Itaú afirmou que essas decisões eram resultado de uma revisão cuidadosa das condutas relacionadas ao trabalho remoto e ao registro de jornada. Eles ressaltaram que a identificação de padrões que não se alinham aos princípios de confiança da instituição foi um fator determinante.
Atualmente, o Itaú conta com cerca de 100 mil colaboradores, muitos dos quais trabalham em um modelo híbrido, alternando entre dias no escritório e home office. Em ambos os formatos, é necessário o registro de entrada e saída.
Fontes indicam que o banco monitora atividades em dispositivos e softwares utilizados pelos funcionários. A produtividade é avaliada com base em dados como uso da memória, quantidade de cliques, abertura de abas, e execução de tarefas no sistema. Essa comparação entre a atividade no computador e as horas registradas por meio do ponto resultou em discrepâncias que levaram a demissões ou advertências.
Alguns ex-funcionários contestaram as alegações do banco, afirmando que tinham boas avaliações e até promoções. Eles alegam que não foram apresentadas as métricas utilizadas para justificar as demissões, embora haja relatos de colegas cujo desempenho durante o home office foi realmente insatisfatório.
O Sindicato dos Bancários expressou sua oposição às demissões, questionando a justificativa de “produtividade” utilizada por uma instituição que apresenta lucros bilionários. Eles argumentam que os avanços tecnológicos e os ganhos da digitalização poderiam resultar em melhores condições de trabalho e oportunidades de emprego, em vez de demissões em massa.
O sindicato também mencionou que não foi consultado sobre alternativas para a reintegração dos colaboradores demitidos em outras áreas, e enfatizou que continuará a exigir responsabilidade social e diálogo por parte do Itaú, além de intensificar protestos contra as demissões.
O cenário reforça a necessidade de um debate mais amplo sobre as condições de trabalho e a relação entre empregadores e empregados, especialmente em tempos de transformação digital.