Lula Exige Metas Ambiciosas para Redução de Emissões: É Hora de Igualdade Entre os Países!

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um importante apelo durante um evento à margem da Assembleia Geral da ONU, solicitando que os países compartilhem suas novas metas de redução de emissões, conhecidas como Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). Segundo ele, a falta dessas metas deixa o mundo sem direção. Lula destacou que, em um cenário de crescente unilateralismo, é fundamental que todos os países colaborem.

Durante seu discurso em um evento sobre Ação Climática, Lula relembrou que o Acordo de Paris oferece aos países a liberdade de estabelecer metas adaptadas às suas realidades, mas enfatizou que a apresentação das NDCs é uma obrigação legal, conforme ressaltado pela Corte Internacional de Justiça. Ele alertou que, em um contexto em que muitas violências se tornaram comuns, a falta de compromisso com a apresentação de metas pode ser considerada um “mal menor”, mas, sem essas diretrizes, o planeta enfrenta uma escuridão em termos de orientação climática.

Dirigindo-se especialmente às nações que ainda não divulgaram suas NDCs, Lula observou que o negacionismo sobre as mudanças climáticas é um fenômeno multipolar. Ele afirmou que todos os países são vulneráveis aos impactos da mudança climática e que barreiras físicas não podem impedir secas e tempestades. Para ele, o unilateralismo pode resultar em consequências em cadeia, onde a quebra de compromissos é um convite para ações isoladas. O presidente ressaltou a importância da mobilização coletiva, considerando o fatalismo como um adversário a ser superado.

Lula também destacou que a transição energética pode resultar em avanços significativos, comparáveis à Revolução Industrial, e que as NDCs representam um mapa para guiar essa transformação. Ele enfatizou que essas metas não são meros números, mas uma chance de repensar modelos econômicos e reorientar políticas e investimentos.

Além disso, enfatizou que os países desenvolvidos precisam avançar em suas metas de neutralidade climática e facilitar o acesso a recursos e tecnologias para os países em desenvolvimento, reafirmando o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas.

O Brasil, segundo Lula, está comprometido em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67%, contemplando todos os setores da economia, e se comprometeu a zerar o desmatamento até 2030 como parte desse esforço.

Por fim, ao anunciar que o Brasil sediará a Cúpula Climática da ONU em 2025, a COP30, na Amazônia, Lula ressaltou a interdependência entre a preservação da natureza e o bem-estar das pessoas. Ele convidou todos os países a se unirem em prol de um sucesso conjunto na conferência, prometendo que a Amazônia será um palco para decisões históricas no campo do multilateralismo.

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