Nova Campanha Médica: Exigindo Inclusão de Remédios para Combater a Obesidade no SUS!

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) lançou recentemente a campanha “Tratamento da Obesidade: Acesso Já”, visando promover políticas públicas que garantam o acesso a medicamentos para o tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa iniciativa surge após a decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) de não incluir os medicamentos liraglutida e semaglutida no sistema público de saúde.

Em agosto, foram negados pedidos de inclusão desses medicamentos, sendo um deles solicitado por várias sociedades médicas brasileiras para o tratamento da obesidade e diabetes tipo 2. O outro pedido foi feito pela farmacêutica que produz semaglutida, visando atender pacientes com obesidade e doenças cardiovasculares.

Este não é um caso isolado; nos últimos cinco anos, outros quatro medicamentos para o tratamento da obesidade foram rejeitados pela Conitec. Assim, atualmente, o SUS não oferece opções farmacológicas para o tratamento da obesidade, focando apenas em intervenções não medicamentosas como atividade física, alimentação saudável e abordagens psicológicas. A única opção disponível é a cirurgia bariátrica, que não atende a toda a demanda da população.

Os dados sobre a obesidade no Brasil são alarmantes. Atualmente, aproximadamente 31% dos brasileiros adultos enfrentam essa condição. De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade, quase 70% da população já apresenta sobrepeso, o que resulta em 60 mil mortes prematuras anuais devido a doenças crônicas associadas à obesidade.

Além das consequências para a saúde pública, a obesidade impõe enormes custos ao sistema de saúde. Estudos indicam que, entre 2021 e 2030, os gastos diretos do SUS com doenças relacionadas à obesidade podem alcançar até R$ 10 bilhões.

A campanha “Acesso Já” contempla diversas ações, como petições públicas, mobilização nas redes sociais, iniciativas de comunicação e produção de material educativo. Também haverá articulação com órgãos governamentais e parlamentares para promover uma mudança efetiva nas políticas de saúde.

Essa mobilização conta com o apoio de várias entidades, incluindo sociedades dedicadas ao estudo da obesidade e diabetes, reforçando a importância de um esforço conjunto para abordar essa epidemia de forma eficaz.

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