Operação da PF: 66 Mandados de Prisão em Ação Contra Fraudes no INSS!

A Polícia Federal (PF) realiza nesta quinta-feira, 9 de outubro, mais uma fase da operação “Sem Desconto”, que investiga descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A ação inclui 66 mandados de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos em diversos estados, como São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia, além do Distrito Federal. Esses mandados foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos principais alvos da operação é o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi). O presidente da entidade, Milton Baptista de Souza Filho, tem um depoimento agendado para hoje na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O Sindnapi vem sendo analisado com atenção, especialmente por sua ligação com Frei Chico, irmão do atual presidente da República.

Em nota, os advogados do sindicato expressaram surpresa em relação às buscas e afirmaram que não tiveram acesso ao conteúdo do inquérito. Reiteraram também seu repúdio a quaisquer alegações de fraude ou descontos indevidos realizados em nome da entidade.

A PF informou que o objetivo da operação é aprofundar as investigações sobre crimes como a inserção de dados falsos em sistemas, a constituição de organizações criminosas e a ocultação de patrimônio. Desde que um esquema de fraudes bilionárias foi revelado em abril, diversas ações têm sido tomadas, incluindo prisões.

Recentemente, foram detidos Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, investigados por vínculos com fraudes relacionadas a associações. O “Careca do INSS” teria atuado como intermediário, recebendo valores que eram descontados de aposentados e repassando parte destes a servidores do INSS. A PF estima que ele e outras pessoas ligadas a ele receberam mais de R$ 53 milhões através dessas associações.

Camissotti, por sua vez, é apontado como um dos beneficiários finais dessas fraudes, mas também nega as acusações. As autoridades estimam que o montante total das irregularidades chegue a cerca de R$ 6 bilhões.

Em um depoimento recente na CPMI, “Careca do INSS” se defendeu, alegando que suas empresas não estavam envolvidas em fraudes e afirmou ter iniciado suas atividades na área em 2017, focando na venda de aplicativos que oferecem descontos em farmácias e seguros. Ele negou ter recrutado associados ou acessado informações do INSS.

A situação levanta questões importantes sobre a transparência e a legalidade das operações envolvendo benefícios do INSS e a atuação das entidades representativas. O Sindnapi, por sua vez, comprometeu-se a comprovar a legalidade de suas ações em benefício de seus associados, enfatizando a necessidade de dignidade e respeito na administração de seus serviços.

Com essa nova fase da operação, as investigações continuam a se desdobrar, e a sociedade acompanha de perto os desfechos e revelações sobre esse complexo caso.

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