Prisão de Suspeito de Ataque Hacker Abala Setor Financeiro!
A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite de quinta-feira um homem suspeito de estar envolvido em um ataque hacker que resultou em um desvio milionário contra a empresa de software C&M, que atende instituições financeiras. A prisão foi realizada pela Divisão de Combate a Crimes Cibernéticos, no bairro de Taipas, na Zona Norte da capital.
O suspeito, João Nazareno Roque, de 48 anos, teve alguns equipamentos eletrônicos apreendidos em sua residência, que poderão auxiliar nas investigações. Além disso, a Justiça decretou o bloqueio de R$ 270 milhões de uma conta relacionada ao esquema de desvio.
O ataque teve como alvo principal a BMP Instituição de Pagamento S/A, causando um prejuízo estimado em cerca de R$ 541 milhões. De acordo com o inquérito, um funcionário da C&M pode ter colaborado com os criminosos, permitindo transferências eletrônicas em massa para outras instituições financeiras.
A C&M Software emitiu uma nota ressaltando que está colaborando com as investigações e que desde o primeiro momento tomou medidas para garantir a segurança de seus sistemas. Segundo a empresa, as evidências até agora indicam que o incidente foi resultado de técnicas de engenharia social, e não de falhas em sua tecnologia.
O Banco Central esclareceu que a C&M e seus funcionários não atuam como terceirizados do órgão e são apenas prestadores de serviços para instituições que oferecem contas transacionais.
O ataque, que ocorreu no início da semana, levantou a suspeita de que ao menos R$ 100 milhões foram desviados. A C&M, autorizada e supervisionada pelo Banco Central, desempenha um papel importante na mensageria que conecta instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), incluindo a liquidação do Pix.
A BMP, uma das mais afetadas, explicou que o ataque possibilitou o acesso indevido a contas reserva de várias instituições, utilizadas exclusivamente para liquidações interbancárias, sem qualquer relação com os clientes finais. As investigações continuam em andamento, com equipes do Banco Central e da Polícia Federal trabalhando para determinar o total do prejuízo e as circunstâncias exatas do ataque.