A expressão “rei morto, rei posto” é uma maneira de enfatizar a continuidade em um regime, ressaltando que a morte de um líder é seguida pela ascensão de outro. Essa ideia se aplica bem ao mundo do esporte, especialmente quando falamos sobre mudanças na liderança de equipes, como ocorre no futebol.
Recentemente, o São Paulo passou por uma troca de treinadores, com a saída do argentino Luís Zubeldía e a chegada de Hernán Crespo. Zubeldía, apesar de não ter conquistado títulos que o tornassem ídolo da torcida, teve um desempenho razoável, com 35 vitórias em 74 jogos, resultando em um aproveitamento de 57,2%. Ele marcou 97 gols e sofreu 66, mas sua passagem foi marcada pela falta de um título significativo. Em contrapartida, Crespo já venceu o Paulistão em sua primeira passagem pelo clube.
Zubeldía se destacou por sua dedicação e comprometimento. Comparando seu papel ao de um funcionário exemplar, ele sempre chegou cedo, cumpriu suas obrigações e mantinha bom relacionamento com todos, mesmo que essa postura não tenha sido suficiente para compensar a falta de capacidade técnica. Isso evidencia que, na maioria das vezes, apenas o esforço não garante resultados consistentes.
Além disso, Zubeldía teve um cuidado especial com sua imagem, tanto internamente, com a diretoria e o elenco, quanto externamente, nas entrevistas e na sua presença à beira do campo. Essa habilidade de comunicação foi um ponto positivo que conquistou a confiança dos jogadores, diferentemente de outros treinadores que não conseguiram manter uma boa relação com o grupo.
Enquanto Zubeldía foi valorizado pela sua postura, o episódio também nos ensina que é preciso equilíbrio. Por exemplo, um treinador que se destacou em suas primeiras aparições, fazendo referências a ídolos do clube, não conseguiu manter a harmonia com os jogadores e o resultado positivo em campo, resultando em sua saída.
Embora a preferência pessoal por treinadores que priorizam a eficiência e os resultados, como Carlo Ancelotti, seja comum, a passagem de Zubeldía não pode ser esquecida totalmente. Ele pode não ter entregado grandes feitos em campo, mas sua capacidade de comunicação e seu comprometimento deixaram um legado positivo que poderá auxiliar no futuro do São Paulo.
Essa análise nos lembra que, no esporte e em outras áreas, a combinação entre habilidade técnica, marketing pessoal e relacionamento interpessoal é fundamental para o sucesso. Assim, a transição de liderança no São Paulo exemplifica bem como é importante administrar não apenas os aspectos táticos, mas também a dinâmica interna e a comunicação com todos os envolvidos.