Relembrando a Glória: 14 Anos da Grande Conquista do Tri da Libertadores

A Trilha do Santos na Libertadores de 2011

No dia 22 de junho de 2011, o estádio Pacaembu viveu uma noite memorável com a volta olímpica de Pelé e do técnico Muricy Ramalho, celebrando o tricampeonato da Libertadores pelo Santos. O time enfrentou e venceu o Peñarol, repetindo a final de 1962, quando conquistaram seu primeiro título continental.

O Santos, então uma das grandes sensações do futebol brasileiro, começou a campanha da Libertadores de maneira irregular. Na estreia, em fevereiro, empatou sem gols contra o Deportivo Táchira, na Venezuela. Duas semanas depois, jogando em casa contra o Cerro Porteño, o time vencia até os acréscimos, quando um pênalti cometido pelo veterano Edu Dracena resultou em um amargo empate.

Com a pressão crescente e um público decepcionante de menos de nove mil torcedores, o técnico Adilson Batista foi demitido. Marcelo Martelotte assumiu o comando da equipe em meio a dificuldades. Ao enfrentar o Colo-Colo em Santiago, o Santos sofreu uma virada e perdeu por 3 a 2, somando apenas dois pontos na fase de grupos.

A situação exigia uma reviravolta. Muricy Ramalho foi contratado para resgatar a equipe e, mesmo ausente do banco na sua estreia, viu Neymar brilhar. O jovem craque, porém, foi expulso em um jogo decisivo, contribuindo para uma pressão desnecessária na reta final da fase de grupos.

Sob a nova direção, em abril, o Santos venceu o Cerro Porteño, e a confiança começou a retornar. O time garantiu sua vaga nas oitavas de final ao derrotar o Táchira por 3 a 1 no Pacaembu.

Na sequência, o Santos enfrentou o América do México. A vitória em casa por 1 a 0 e o empate sem gols na volta garantiram a classificação para as quartas de final, onde todos os outros times brasileiros foram eliminados, dando ao Santos a vantagem de decidir em casa até a final.

Com o Once Caldas como adversário nas quartas, o Santos se impôs, vencendo o primeiro jogo por 1 a 0 e empatando o segundo em 1 a 1, avançando assim para as semifinais. Novamente, o Cerro Porteño apareceu no caminho, mas o Santos seguiu firme, com uma vitória em casa e um empate que os levou até a final.

Finalmente, após 49 anos, o Santos enfrentou o Peñarol na grande decisão. O primeiro jogo, no Estádio Centenário, terminou em 0 a 0. Já no jogo de volta, jogando em casa, o Santos dominou a partida. Com gols de Neymar e Danilo, o time assegurou a vitória, mesmo com um gol contra de Durval, consolidando-se como o campeão da Libertadores mais uma vez.

Esse tricampeonato não apenas reforçou a posição do Santos na história do futebol sul-americano, mas também selou a trajetória emocionante de uma equipe determinada a superar desafios e conquistar títulos.

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