Neymar, com apenas 20 anos, viveu uma noite marcante jogando pelo Santos na Vila Belmiro. Era 2012, e o time, então campeão da América, enfrentava o Internacional na fase de grupos da Libertadores. O lateral-direito do Inter, Nei, que havia sido campeão em 2010, enfrentou desafios significativos contra as investidas rápidas e criativas de Neymar.
Naquele jogo, Neymar demonstrou um desempenho impressionante, marcando os três gols da vitória do Santos por 3 a 1, sendo um deles de pênalti e os outros dois com arrancadas notáveis, uma das quais percorreu mais de 60 metros. A intensidade e a habilidade dele em campo eram inegáveis.
Com o passar do tempo, o futebol de Neymar evoluiu, mas Nei observa que o jogador não é mais o mesmo de antes. "Ele ainda é um dos melhores, mas é difícil esperar que ele mantenha os mesmos movimentos que tinha na juventude", comenta o ex-atleta, sugerindo que Neymar pode estar se adaptando a uma nova função em campo.
Atualmente, o Santos enfrenta um momento desafiador na Série B, com a equipe lutando para sair da zona de rebaixamento. Neste cenário, o próximo duelo entre Santos e Inter é visto como uma oportunidade, especialmente considerando a história de dificuldades dos gaúchos em vencer na Vila Belmiro. "A torcida está impaciente, e tanto o ídolo quanto o time não estão em boa fase", ressalta Nei.
Até hoje, os times já se enfrentaram quatro vezes com Neymar atuando na Vila. Ele participou do empate 3 a 3 no Brasileirão de 2009 e, em 2010, entrou como substituto na vitória por 1 a 0. No entanto, em 2011 e 2012 ele não jogou, e nesta última, esteve presente apenas na memorable partida da Libertadores, onde, segundo um torcedor, "ele quase fez chover de tanta habilidade demonstrada".
Santos 3 x 1 Inter – Libertadores 2012
Santos: Rafael; Fucile (Bruno Rodrigo), Edu Dracena, Durval e Juan; Henrique, Arouca, Ibson (Elano) e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec). Técnico: Muricy Ramalho.
Inter: Muriel; Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Kleber; Guiñazu, Elton (Dátolo), Bolatti (Tinga), D’Alessandro (Dagoberto) e Oscar; Leandro Damião. Técnico: Dorival Júnior.
Esse embate histórico continua a ser lembrado nas conversas sobre a trajetória de Neymar e suas impressionantes performações em campo.